Respeito

Estava conversando a respeito do respeito, essa semana, com minha irmã. Incrível como nós sempre temos uma história curiosa a contar sobre inúmeras situações que envolvem a falta de respeito. Eventos que acontecem com a gente mesmo ou pessoas próximas ou nem tão próximas assim. Banalizaram a falta de respeito.

O ser humano parece ter esquecido que pequenas ações fazem toda a diferença. Um telefonema desmarcando compromisso horas antes ou até melhor, dias antes. Um obrigado, com licença, desculpa. Sem citar as grandes demonstrações de respeito para com o próximo.

A homofobia é a falta de respeito extrema ao diferente. Piadas, brincadeiras e afins costumam perpetuar idéias enraizadas, dificultando assim um caminho para a tolerância. Término de namoro é outro exemplo da falta de respeito generalizada. As pessoas não sabem como fazê-lo de uma maneira ética e acabam por desrespeitar a si mesmo e ao outro. Não é a separação que dói, mas sim a maneira como é conduzida.

Interessante que entre amigos a ausência do respeito pode se camuflar. Devido a tantas intimidades, a tantas conversas sobre assuntos particulares, muitas amizades derrapem nesse quesito. “Ah, você não se incomoda com isso, né?” frase utilizada como subterfúgio para a falta de respeito.

Ultimamente tenho repensado as minhas ações. Convoco os leitores a repensarem também. Hoje em dia o respeito é algo pelo qual devemos lutar para obtê-lo. Se for necessário lute para que o seu seja mantido. Respeito é bom e todo mundo gosta.

Sobre Fabrício Salim 1 Artigo
(Membro honorário) Colaborador eventual do site e atividades do núcleo.

13 Comentários em Respeito

  1. Isso aí! Respeito é bom e todo mundo gosta.
    Mas muitas vezes as pessoas não sabem que estão faltando com o respeito e é preciso comunicar de forma clara e precisa. É o que acontece por exemplo com a homofobia, onde muitas vezes as pessoas faltam com o respeito com homossexuais simplesmente porque “todo mundo fala isso” ou “que é assim mesmo” sem sequer uma noção clara do quanto estão sendo ofensivos. O que fazer? Explicar e sinalizar quais são nossos limites a serem respeitados, dando uma oportunidade que o outro aprenda a respeitá-los.

  2. Falta de respeito, na minha opiniao, é o superlativo egoismo. Hoje em dia tá “todo mundo” meio que assim, enfiado no proprio umbigo e dando a minima p/ o outro. E isso é visivel nos minimos atos, ou até na ausencia deles!

    Isso até me fez recordar algo que li hoje e que achei muito bacana:

    “As pessoas precisam de três coisas: prudência no ânimo, silêncio na língua e vergonha na cara”

  3. Concordo com o Brício, quando diz que as pessoas andam meio “esquecidas” desta questão do respeito, eu diria mais, me parece que não tem sido muito usual este respeito, até mesmo em situações aparentemente mínimas, como respeitar um idoso, um deficiente, respeitar uma fila de banco, respeitar uma vestimenta um comportamento diferente do nosso, enfim, esquecemos de respeitar, mas cobramos respeito, eu sempre tenho esse cuidado de respeitar as pessoas em sua individualidade, afinal, não somos iguais (ainda bem), viva a diversidade, e no caso da homofobia, tratado no texto acima, a questão torna-se mais grave, já que tomamos conhecimento de vários casos de intolerância por parte de pessoas que não aceitam e não respeitam a orientação sexual alheia, lembro de um episódio que me marcou, fui a um Show da Cássia Eller (o único que fui dela) foi num Shopping de Brasília, e ouvi comentários do tipo, ela é sapatão mas canta massa… Eu fiquei pensando naquilo, pessoas ali pra ouví-la pra vê-la, mas que não respeitavam o fato dela ser casada com uma mulher, no que isso incomoda tanto? Gostaria tanto de entender… Só tenho que lamentar, pela falta de Respeito, de educação e de inteligência. Parabéns pelo Texto Brício.

  4. Parabéns pelo texto e pela coragem de tocar no assunto que muitas vezes é tratado com reserva, visto que incomoda principalmente àqueles que se dão conta que podem ter sido desrespeitosos em algum momento. Creio que respeito começa com gentileza! Parabéns, Fabrício!

  5. Engraçado como as pessoas gostam de exigir o que não sabem dar em troca.
    Concordo que as relações, hoje em dia, não estão apoiadas nessa “pedrinha fundamental” chamada respeito. Aceitar o diferente é mesmo difícil (e quem disser que não me parece hipócrita). A nós cabe sempre exercitar o lado de se colocar no lugar do outro, para tentar imaginar o que o outro sente. No mais, é saber respeitar para poder exigir reciprocidade.
    Belo texto, Bri!

  6. é verdade… tá tudo fora de ordem mesmo, Fabrício!

    A cada dia a gente se pergunta como nós somos capazes de aceitar tantas manifestações de preconceito, de ações desrrespeitosas, que beiram a falta de educação mesmo…
    Não sei o que é pior nisso tudo: se é a falta de respeito que impera no mundo ou se é o fato de vermos tudo isso acontecer e não mudarmos de posicionamento, aceitando e se conformando com tudo…
    é muito complicado saber a maneira ideal sobre como tratar o próximo (e, principalmente, como tratar com as diferenças do próximo). Mas sou otimista e acredito também que em alguns pontos, a humanidade tá abrindo cabeça e aceitando mais as diferenças – sejam elas de raça, religião, credo, cor . sexualidade.. (eu realmente PRECISO acreditar nisso, senão em jogo da ponte! hehe).
    Para fechar esse depoimento, deixo aqui um link de um vídeo bem antigo, mas sempre pertinente e que retrata bem a história da humanidade (e todos seus defeitos e contradições..)

    “Dancem, macacos, dancem”: http://www.youtube.com/watch?v=liaBkyyQF-A

    Abraços e parabéns pelo texto!

  7. Muito bom o texto Fabrício. Belo resgate de princípios fundamentais das relações entre humanos, numa sociedade onde estas relações estão cada vez mais frágeis e superficiais; onde um “oi” no MSN e pequeno recado no ORKUT são suficientes para matar a saudade dos amigos e substituem o contato físico, o olho no olho, um abraço; onde o ser humano é também descartável e um produto de consumo.

Comentários ficam abertos apenas em postagens recentes.