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	<description>Universalidade e Diversidade Sexual</description>
	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 00:28:04 +0000</pubDate>
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		<title>Bissexualidade ou a terceira margem do rio?</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 10:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Janaína Calaça</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[bissexuais]]></category>

		<category><![CDATA[bissexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Para  mim é inevitável pensar a bissexualidade sem recordar de um conto  de João Guimarães Rosa, chamado “A terceira margem do rio”, que  traz a história de dois personagens, pai e filho, que lançam-se em  uma canoa no rio, habitando até o fim a margem terceira, o entre-lugar,  a superfície [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1ex;">
<div>Para  mim é inevitável pensar a bissexualidade sem recordar de um conto  de João Guimarães Rosa, chamado “A terceira margem do rio”, que  traz a história de dois personagens, pai e filho, que lançam-se em  uma canoa no rio, habitando até o fim a margem terceira, o entre-lugar,  a superfície líquida das águas, a passagem. Tomo de empréstimo esta  metáfora porque penso que ela cabe como representação e, longe de  comportar uma definição, uma resolução ou o que seja acerca da bissexualidade,  penso que talvez a terceira margem seja a forma menos cartesiana de  se relacionar com a bissexualidade e que esteja em maior sincronia com  a própria existência, que abarca inclusive a vivência da sexualidade  em suas diversas possibilidades.</p>
<p align="justify">Pensar  a vivência da sexualidade já é um processo complexo e pensar a bissexualidade  não deixa de ser menos ou talvez até mais complexo, posto que aos  poucos entre dois espaços que se destacavam, ou seja, entre homossexuais  e heterossexuais, um espaço que não digo novo, mas silenciado, se  abre e com ele as discussões. Os posicionamentos em relação à bissexualidade  são múltiplos e englobam desde a rejeição à aceitação como uma  possibilidade de vivência, que se caracteriza primordialmente pela  não ocupação de um lugar definido. Apesar de todas as discussões  que circulam acerca da pluralidade de identidades que um indivíduo  carrega, sempre parece cair na mesma questão de que para ser algo,  para partilhar de uma identidade, necessariamente tenha que excluir  a outra, que porventura também faça parte da construção do mesmo  indivíduo. Talvez uma das maiores problemáticas acerca da bissexualidade  seja justamente a de que a sociedade o tempo todo necessita de uma organização  didática para as questões que circulam dentro da mesma, inclusive  em relação à sexualidade. Para fins didáticos, a orientação sexual  de um indivíduo deveria então encontrar-se posicionada ou na <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"\">homossexualidade</a>  ou na heterossexualidade. O que fazer então diante da bissexualidade?  O que seria esta vivência?</p>
<p align="justify">A  reação diante da bissexualidade, como citei anteriormente, não parte  somente dos heterossexuais como também dos homossexuais, que muitas  vezes encaram a mesma como uma aparente ausência de posicionamento  em relação à homossexualidade. Em um contexto, em que a luta por  espaço, voz e principalmente por direitos se revela cada vez mais presente,  a bissexualidade acaba sendo interpretada como uma posição de conforto  por muitos, como a saída em viver a homossexualidade e manter-se inserido  naquilo que é considerado como “socialmente aceitável”. Termos  como “vida dupla” frequentemente aparecem nas discussões que rodeiam  o cotidiano dos bissexuais. Ser bissexual carrega, dentre muitas rotulagens,  o estigma de uma vida “em cima do muro”, “às escuras” ou até  mesmo um certo oportunismo.</p>
<p align="justify">Diante  das inúmeras reações à bissexualidade, questiono-me se a sexualidade  é apenas algo a ser tratado como uma simples questão de posicionamento.  A sexualidade é atravessada pela cultura e aquilo que entendemos como  sexualidade não é vivenciada sem a interferência da mesma. O que  entendemos como sexualidade nos chega através da linguagem, da relação  com o outro, da arte, do corpo. A sexualidade é um conjunto de pontos  que se tocam, se cruzam, se atravessam, se misturam. Como então questionar  os limites de algo que é totalmente atravessado por questões que estão  constantemente em movimento? Se a própria sexualidade é vivenciada  em sua dinâmica de fatores que se misturam, sendo ela distinta para  cada indivíduo e sendo ela mais abrangente, como reduzir à bissexualidade  à ausência de uma posição, teoricamente a ser tomada? A sexualidade  é dinâmica, mutável e acredito que tudo que a ela esteja relacionado  também siga este fluxo.</p>
<p align="justify">Ao  iniciar o presente artigo, falei brevemente sobre o conto de Guimarães  Rosa, “A terceira margem do rio”. Viver a terceira margem do rio  é viver a consciência da transitoriedade de uma forma positiva, pois  este é o princípio básico da vida. A margem fixa nega o princípio  da vida, pois é fixa, não muda, não movimenta-se. A terceira margem  é justamente a vivência, a consciência de que nada é imutável,  pois somos atravessados pelo tempo. Acredito que a bissexualidade seja  a terceira margem do rio, como a homossexualidade e a heterossexualidade.  Tudo está relacionado à sexualidade, faz parte dela, atravessa, modifica.  Entender que não se trata de uma questão de posicionamento, mas sim  da própria condição da vida humaniza a questão e a afasta da mira  de um radicalismo pueril. Acredito que toda e qualquer expressão da  sexualidade é possível porque a sexualidade é múltipla e o ser humano,  palco desta vivência, está constantemente em mudança, exposto a experiências  distintas, a contatos distintos. Engessar a sexualidade em categorias  didáticas é negar, reiterando, à própria dinamicidade da vida, que  nunca se apresenta de uma forma só, em um ângulo somente, em um momento  apenas. E, como foi dito anteriormente, já que a bissexualidade, homossexualidade,  heterossexualidade compõem o mesmo todo e se atravessam, deveriam também  ser entendidas e vivenciadas como uma margem não fixa, que atende ao  movimento do tempo, das mudanças, das experiências e que nem por isso  deixa de ser possível para aqueles que transitam por ela.</p>
</div>
</div>
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		<title>Onde está a homofobia?</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 11:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[ Além da homofobia violenta e explicita, aquela que é ameaça imediata a vida e a direitos básicos, existe a homofobia cordial, que estamos pouco acostumados a perceber mas que nos fins das contas, é a responsável por manter as coisas como estão.
Graças a conquista de leis antiracismo e anos de trabalho, as manifestações explícitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px; text-align: right;"><em> Além da homofobia violenta e explicita, aquela que é ameaça imediata a vida e a direitos básicos, existe a homofobia cordial, que estamos pouco acostumados a perceber mas que nos fins das contas, é a responsável por manter as coisas como estão.</em></p>
<p>Graças a conquista de leis antiracismo e anos de trabalho, as manifestações explícitas de racismo no Brasil de hoje estão à margem social. Embora nosso racismo esteja infiltrado em diversos aspectos de nossa sociedade, é difícil encontramos uma pessoa que encarne, para si e para os outros, o estereótipo do racista. Por isso mesmo, estamos cada vez mais atentos aos mecanismos que sutilmente mantém e reafirmam o racismo num pais em que “ninguém é racista”. O mesmo não acontece com a homofobia. Por mais que o quadro geral possa ter melhorado, ainda é socialmente comum encontrar pessoas proclamando em alto em bom som seu ódio aos homossexuais ou até mesmo dizendo “sou homofóbico mesmo”. Ora isso não é surpresa num pais onde 39,7% dos pais e mãe, segundo a pesquisa de UNESCO, adimitem que não gostariam que seus filhos tivessem colegas homossexuais nas escolas, ou que 45% dos brasileiros acha justo negar o direito à união civil a parte da população <a title=\"Dúvidas sobre homossexualismo ou homossexualidade?\" href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=Li4vaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" target=\"_blank\">homossexual</a>. Enfim, com esses números, não é difícil imaginar que todos devemos conhecer uma ou mais figuras que se aproximam da personificação do “homofóbico” ou “homofobo”.</p>
<p>O fato de direitos básicos se encontrarem ameaçados por inimigos tão explícitos e ferrenhos faz com que muitas vezes não tenhamos tempo para refletir sobre os mecanismos mais sutis da nossa cultura que no fim das contas, tal como funciona para o racismo, alimentam a lógica homofóbica. Mas basta pensar que este indivíduos raivosos não surgem do nada para começarmos a questionar onde está a homofobia na parte da sociedade que, como muito brasileiros dizem, “não tem nada contra” homossexuais. É um assunto muito amplo e vou deixar a responsabilidade com o leitor de refletir sobre toda a complexidade de atos que envolvem a reafirmação da homofobia em nosso cotidiano. Mas vou contar alguns episódios instantâneos de homofobia cordial a seguir:</p>
<p>Pedro “tem vários amigos <script type="text/javascript" src="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/alinks/factories/fancy_tooltips/wz_tooltip.js"></script><a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?\" onmouseover=\"Tip('Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?', WIDTH, 250, BGCOLOR, 'green', FONTCOLOR, 'white', BORDERCOLOR, 'black', SHADOW, false)\" onmouseout=\"UnTip()\">gay</a>s”, simplesmente “os adora” e “não tem nada contra”. Mas quando o sangue sobe um pouco, qual o primeiro xingamento que lhe ocorre? Isso mesmo: bicha, veado.</p>
<p>Laura é amiga de infância de Suzanna, que é lésbica. As amigas de Laura decidem fazer um <em>happy-hour</em> e soltam algumas “brincadeiras sobre sapatão”, Laura dá um sorriso amarelo e decide não chamar Suzanna para a reuniãozinha, para “o próprio bem da amiga”.</p>
<p>Joana é amiga de Claudinho, que é gay. Diverte-se muito com ele e reclamava quando seu marido fazia referências homofóbicas ao seu amigo. Quando seu filho contou que era gay, Joana reagiu mal e pediu que ele mantivesse isso em absoluto segredo.</p>
<p>Quando Marcelo revelou que era gay, Augusto disse que não tinha problema algum e continuaram amigos. Um dia Marcelo não quis emprestar seu carro e Augusto ficou indignado, afirmando que Marcelo não era capaz de retribuir o “favor” que ele fez ao manter a amizade.</p>
<p>Leo é gay, mas acha o ambiente que trabalha machista demais para se revelar. Lá trabalha um rapaz de modos efeminados que todos costumam fazer brincadeiras pelas costas. Apesar de não ter nada contra o rapaz, Leo fica tão apavorado que também faz piadas sobre seu jeito feminino. No final do dia, sente-se culpado.</p>
<p>E você, reconhece ou até se reconhece em alguma dessas situações? Olhe ao redor e verá que não precisar andar com um cartaz “Morte aos Gays!” para alimentar a homofobia cotidiana.</p>
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		<title>Você já saiu do armário hoje?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 15:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[armário]]></category>

		<category><![CDATA[ativismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Normalmente tomamos a idéia de sair do armário como um evento pontual. De fato é possível, em retrospectiva, localizar algum momento particularmente significativo na vida da pessoa em que ela precisa se posicionar acerca de sua sexualidade, seja diante da família, de amigos, etc. Esse episódio, marcante e especialmente importante na vida de qualquer homossexual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Normalmente tomamos a idéia de sair do armário como um evento pontual. De fato é possível, em retrospectiva, localizar algum momento particularmente significativo na vida da pessoa em que ela precisa se posicionar acerca de sua sexualidade, seja diante da família, de amigos, etc. Esse episódio, marcante e especialmente importante na vida de qualquer homossexual ou bissexual, é inicio da construção de uma auto-imagem mais integrada, onde elementos de sua sexualidade não precisam ser ocultados de tudo e de todos. Ir a parada <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?\" onmouseover=\"Tip('Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?', WIDTH, 250, BGCOLOR, 'green', FONTCOLOR, 'white', BORDERCOLOR, 'black', SHADOW, false)\" onmouseout=\"UnTip()\">gay</a> pela primeira vez, por exemplo, para muitos significou uma marcante saída do armário.</p>
<p>No entanto, muitas vezes somos colocados em novas situações em que é preciso sair do armário novamente. Pois o fato é que, por padrão, somos todos considerados heterossexuais e, sempre que entramos em contato com alguém ou uma situação nova, a expectativa inicial é de que não somos gays, lésbicas ou bissexuais. Uma mudança de emprego, por exemplo, pode significar um retorno ao armário. Não é raro acontecer de, ao sair de uma empresa onde sua <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=Li4vaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" target=\"_blank\">homossexualidade</a> é vivida de forma natural (com, por exemplo o companheiro participando de eventos abertos às famílias dos empregados) e mudar-se para outra firma, um rapaz gay decida voltar para o armário. Os motivos são muitos: um ambiente pouco acolhedor, as inseguranças de estar num emprego novo e o peso de ter que enfrentar tudo de novo pode fazer com que a saída do armário seja adiada indefinidamente.</p>
<p>Mas o mais curioso é que, não apenas em situações novas temos que enfrentar o armário. O fato é que, como para muitas pessoas a <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"\">homossexualidade</a> é um assunto tabu, que causa desconforto e com as quais não possuem nenhuma experiência com que lidar, preferem ignorar as informações recebidas.  Eu mesmo me recordo de ter de “lembrar” à um amigo que eu era gay por três vezes, fato que ele insistia em &#8220;esquecer&#8221;. São histórias comuns, como aquela tia que mesmo sabendo que você e sua namorada dividem um apartamento insiste em apresentar rapazes que são ótimos partidos. Ou o parente que insiste em chamar seu namorado de seu “amigo”. Muitas vezes sem se dar conta, sob a desculpa de que não querem nos constranger, negam nossos parceiros e laços afetivos, empurrando para debaixo do tapete familiar.</p>
<p>E há, claro, o caso clássico, que já pude ouvir de vários jovens: depois de sair do armário para os pais, esperando uma catástrofe, acorda no dia seguinte como se nada tivesse acontecido. O que parece um alento no primeiro momento vira um episódio surreal, onde todo o drama e choro do dia anterior sumiram mas também parece que toda a conversa também desapareceu da mente de seus pais. Em muitos casos os adolescentes acabam aceitando a encenação dos pais e nunca mais tocam no assunto, deixando de compartilhar com eles suas vidas afetivas diante do fato de que sua homossexualidade é tão insuportável que os pais preferem fingir que não sabem de nada.</p>
<p>A grande vantagem é que, mesmo nos casos mais extremos, sair do armário pela segunda (e terceira, quarta…) vez costuma ser mais fácil que da primeira. Mesmo no caso de parentes que preferem adotar o comportamento de avestruz, é saudável lembrá-los de vez em quando de que a verdade já foi exposta e que a encenação, além de um certo ridículo, pode ser um tanto dolorosa para todos. Principalmente porque se armário já não é agradável na primeira vez que estamos lá, sermos convidados a ter que voltar para ele é causa de angústia e sofrimento.</p>
<p>O fato é que sair do armário é um ato constante e cotidiano. Nem de longe significa sair apresentando-se como gay a cada pessoa que se conhece, pois o verdadeiro sair do armário não está numa declaração bombástica. Muito pelo contrario, na verdade sair do armário é permitir-se as mesmas liberdades e os mesmos direitos que todos possuem, agindo com naturalidade e de acordo com a sua forma de ser. Da próxima vez, basta você sorrir e dizer: <em>Amigo(a)? Ah, não, é meu(minha) namorado(a)…</em></p>
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		<title>Sou gay, mas…</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 02:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[armário]]></category>

		<category><![CDATA[assumir]]></category>

		<category><![CDATA[identidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem nunca ouviu alguém começar uma afirmação deste modo? Essa afirmação pode ter diversos complementos: sou gay, mas não sou afeminado. Sou gay, mas não sou promíscuo. Sou gay, mas não gosto de Madonna.
É compreensível que essa afirmação apareça ocasionalmente, principalmente quando é o caso de exemplificar uma contra-afirmação (alguém lhe diz que todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca ouviu alguém começar uma afirmação deste modo? Essa afirmação pode ter diversos complementos: sou <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?\" onmouseover=\"Tip('Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?', WIDTH, 250, BGCOLOR, 'green', FONTCOLOR, 'white', BORDERCOLOR, 'black', SHADOW, false)\" onmouseout=\"UnTip()\">gay</a>, mas não sou afeminado. Sou gay, mas não sou promíscuo. Sou gay, mas não gosto de Madonna.</p>
<p>É compreensível que essa afirmação apareça ocasionalmente, principalmente quando é o caso de exemplificar uma contra-afirmação (alguém lhe diz que todos os gays gostam de Madonna e você retruca: sou gay, mas não gosto de Madonna). Mas o fato é que para algumas pessoas, o uso da conjunção “mas” parece vir sempre que lhes é necessário falar de sua sexualidade. Praticamente não lhes é possível afirmar-se gay/homossexual sem acrescentar um “porém”, uma incompletude de identificação. O que pode haver por trás disso?</p>
<p>Ora, a construção da frase propõem uma oposição. Gay <em>versus </em>afeminado ou promíscuo, por exemplo. Na verdade não é uma oposição de todos os gays, mas sim de um gay, apenas aquele que fala em oposição a todos os outros. -Eu, <em>(apesar de ser gay),</em> não sou afeminado <em>(como imagino que todos os outros gays são).</em> É impossível não pensar num conceito da psicanálise, a denegação, que seria de modo simplificado, a situação onde o sujeito se antecipa e nega algo que não foi afirmado objetivamente pelo seu interlocutor. Afinal, quem imaginou ser necessário fazer essa explicação?</p>
<p>A identidade gay é uma construção complexa, onde é necessário o enfrentamento de diversos preconceitos internos absorvidos durantes anos de nossa educação formal e informal. Aceitar-se gay envolve uma revisão de conceitos não apenas acerca da <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"\">homossexualidade</a> mas de si mesmo. O que é ser gay? Como são os outros gay? Sou igual a eles? Sou diferente? Sou gay porque gosto de música eletrônica ou porque me envolvo afetivamente com alguém do mesmo sexo? Sou menos gay por gostar de futebol?</p>
<p>Se me entendo como gay (ou <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=Li4vaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" target=\"_blank\">homossexual</a>, ou outra denominação) de uma forma integrada com os outros aspectos de minha personalidade não preciso, a todo momento, delimitar em que aspecto eu não sou gay.  Nem tampouco me achar “menos gay” ou “mais gay” por fazer (ou não fazer) algo. Uma vez que as pré-concepções são quebradas, é possível construir uma identidade rica, onde elementos não são mais conflitantes, pois o “mas” pode virar um “e”: sou um homem gay <strong>e</strong> sou monógamo. Sou um homem hétero <strong>e </strong>gosto filmes românticos.</p>
<p>Deste modo é possível afirmar-se como você mesmo, sem “mas” ou “poréns”.</p>
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		<title>O Armário: como e quando sair dele</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/o-armario-como-e-quando-sair-dele.html</link>
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		<pubDate>Wed, 21 May 2008 10:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando Calaça</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[armário]]></category>

		<category><![CDATA[assumir]]></category>

		<category><![CDATA[gay]]></category>

		<category><![CDATA[homossexual]]></category>

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		<description><![CDATA[A metáfora do armário já é mais do que conhecida no meio GLBT, mas seus significados, a meu ver, podem ser os mais diversos. Em geral, significar se assumir como homossexual, mas isso muitas é por demais complexo. O que é se assumir? Como se assumir? Que comportamentos podem servir como medida para que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A metáfora do armário já é mais do que conhecida no meio GLBT, mas seus significados, a meu ver, podem ser os mais diversos. Em geral, significar se assumir como homossexual, mas isso muitas é por demais complexo. O que é se assumir? Como se assumir? Que comportamentos podem servir como medida para que se possa afirmar que um <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?\" onmouseover=\"Tip('Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?', WIDTH, 250, BGCOLOR, 'green', FONTCOLOR, 'white', BORDERCOLOR, 'black', SHADOW, false)\" onmouseout=\"UnTip()\">gay</a> é assumido.</p>
<p style="text-align: justify;">Já travei debates acalourados sobre o assunto. Minha própria experiência e contatos com outras pessoas me mostram que a questão não é simples. O primeiro passo, geralmente, é o de contar para os pais e familiares mais próximos. O que é, desde o começo, um investimento muito grande devido ao medo de ser rejeitado, de ser expulso de casa, de ser renegado à condição de &#8220;ovelha negra&#8221; na família. Para muitos, assumir tais &#8220;riscos&#8221; é insuportável, devido aos vínculos de dependência emocional e financeiro em relação aos pais.</p>
<p style="text-align: justify;">Para um adolescente gay, por exemplo, assumir-se para a família – a depender do tipo de formação moral, valores e postura adotada por ela – pode ser por demais difícil, pois implica muitas vezes em sofrer o preconceito dos pais e irmãos, sendo vítima de violência moral ou física, podendo até mesmo ser expulso de casa e passar por maus bocados. Situações como essas não são raras, sendo, infelizmente, mas comum do que imaginamos e um dos principais medos do jovem gay, afinal não podemos deixar de considerar que a família se constitui no primeiro e principal contexto de socialização do indivíduo, onde introjetamos nossos valores e adquirimos os nossos primeiros papéis sociais e repertórios identitários.</p>
<p style="text-align: justify;">Se opor à família pode significar, muitas vezes, separar-se de uma parte de si mesmo, enlutar-se, morrer e renascer das cinzas. O que para alguns pode ser uma vitória, uma carta de alforria, assumir o rumo de suas próprias vidas, para outros pode causar uma dor muito grande, insuportável, que leva a depressão e a atos de auto-destruição, como o suicídio. Negar-se a si mesmo, no entanto, pode ter os mesmo efeitos negativos sobre si.</p>
<p style="text-align: justify;">Na escola, também, desde cedo os jovens gays são submetidos a modelos de gênero. Meninos e meninas são separados e cada um aprende a assumir certos papéis sexuais. O que é ensinado em casa, na escola é sedimentado. Na aula de educação física, meninas jogam vôlei e baleado e meninos jogam futebol. Principalmente na adolescência, há a pressão de assumir certos comportamentos sexuais. As paqueras começam a rolar, o desejo, o interesse pelo amiguinho ou amiguinha. Na adolescência se experimenta. Mas &#8220;assumir&#8221; o próprio desejo, ainda tão incerto, indefinido, é difícil, pois o tempo inteiro os colegas soltam piadas, há a fofoca do banheiro e do corredor: &#8220;Fulano pegou cicrana&#8221;, &#8220;Mariazinha te de olho em Joãozinho&#8221;, &#8220;Acho que Pedrinho é gay, pois não joga futebol!&#8221;, &#8220;Joaninha é sapata, tava de pegação no banheiro!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse primeiro momento enfoco a família e a escola, pois são nossas matrizes e os primeiros contextos de socialização. As experiências que travamos nesses contextos deixam marcas permanentes em nossa história de vida, marcas essas que podem causar impactos enormes no amadurecimento emocional, nas estratégias futuras de enfrentamento em outros contextos interacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Já conheci gays que aos 30 anos ainda não tinham contado para os pais que são gays. Outros, tiveram a coragem de contar para os pais na adolescência e foram expulsos de casa ainda cursando o segundo grau, tendo de abandonar ou postergar os sonhos de fazer medicina. Outro, na mesma situação, saiu de casa e entrou para a prostituição como alternativa que lhe permitiu o sustento e a vivência da sexualidade. Tive amigos que, mesmo com o canudo universitário, sofrem preconceito em congressos e eventos científicos e temem pelo preconceito dos clientes e de colegas. Alguns são militantes e lutam pelo direito de casar, ter filhos, partilhar bens com o companheiro.<span> </span>Para alguns, o medo de se assumir implica na impossibilidade de viver uma vida a dois, na descrença na possibilidade de um relacionamento duradouro, com amor e respeito, mesmo mantendo ainda o sonho de um dia encontrar o par ideal partilhar a vida e a velhice.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando escrevo isso, penso em mim mesmo, em meus caminhos escolhidos até agora, nos medos que alimento, nos passos corajosos que dei, mesmo temeroso, na cautela de me assumir para alguns amigos e me esconder para outros, de manter minha aparente heterossexualidade, mesmo vivendo a amando outro homem. Escrever esse artigo, em si, já é um passo para fora do armário. Assinar essas palavras com meu nome é me assumir gay, ao mesmo tempo em que digo que sou homem, sou estudante, amo, sinto, desejo, trabalho, sonho e vivo. E estar com outros &#8220;iguais&#8221;, tão diferentes de mim, tão únicos, é ver que somos humanos, independente de qualquer rótulo.</p>
<p style="text-align: justify;">O armário, como a casca de um ovo, pode nos proteger e nos assegurar a preservação de nossa própria essência humana. Às vezes precisamos nos esconder dentro dele, ficar quietinho, pensando, dormindo, sonhando. Outras vezes precisamos fazer uma faxina, jogar tudo em cima da cama, pegar as coisas velhas e sem utilidade e jogar fora. Sair e ver de fora o que somos, quem somos e como somos, com a consciência de que não somos sozinhos no mundo, e que outra pessoa também pode vir, abrir a porta do armário e adentrar nossa intimidade. Não nos tranquemos em nossos armários com cadeados. Mantenhamos eles, pois somos nós mesmos, com as portas sempre entreabertas!</p>
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		<title>Os Sonhadores</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 11:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNI Sex</dc:creator>
		
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Este filme de 2003, dirigido por Bernardo Bertolucci, está agora de volta aos cinemas de Salvador (mas já se encontra também disponível em DVD), é a história de um jovem estudante americano em Paris que se envolve com dois irmãos Isabelle e Theo, com quem passa a morar juntos. Este triângulo que envolve o gosto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvd3AtY29udGVudC91cGxvYWRzLzIwMDgvMDUvc29uaGFkb3Jlcy5qcGc="><img class="alignleft size-full wp-image-46" title="Sonhadore" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/sonhadores.jpg" alt="" width="300" height="189" /></a><br />
Este filme de 2003, dirigido por Bernardo Bertolucci, está agora de volta aos cinemas de Salvador (mas já se encontra também disponível em DVD), é a história de um jovem estudante americano em Paris que se envolve com dois irmãos Isabelle e Theo, com quem passa a morar juntos. Este triângulo que envolve o gosto pelo cinema, a experimentação da sexualidade e o cenário político da 1968 compêm as cores nostágicas deste filme. Assista ao trailer <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hcHBsZS5jb20vdHJhaWxlcnMvZm94X3NlYXJjaGxpZ2h0L3RoZV9kcmVhbWVycy8=">aqui</a>.</p>
<p>Sessão Cinecult: R$ 4(inteira), R$ 2 (meia)<br />
<strong>15:10 no Cinemark 2</strong> de 16 a 22 de Maio</p>
 <img src="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=48" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>17 de Maio, ação do UNISex contra Homofobia</title>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2008 11:35:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNI Sex</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ A partir de uma proposta do UNISex de marcar a data do 17 de Maio, Dia Mundial de Luta contra a homofobia, foi realizada uma oficina de arte, onde também participou integrante do NUGSEX Diadorim para confecção de faixas, bandeiras do arco iris e lençóis &#8220;manchados de sangue&#8221; como alerta para a violência infelizmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-42 alignleft" style="border: 3px solid black; float: left;" title="Dia Mundia Contra Homofobia" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/homo-01.jpg" alt="" width="305" height="208" /> A partir de uma proposta do <strong>UNISex</strong> de marcar a data do 17 de Maio, Dia Mundial de Luta contra a homofobia, foi realizada uma oficina de arte, onde também participou integrante do NUGSEX Diadorim para confecção de faixas, bandeiras do arco iris e lençóis &#8220;manchados de sangue&#8221; como alerta para a violência infelizmente ainda presente contra homossexuais. Também foi produzido um material informativo, na forma de panfleto, sobre homofobia e a criminalização da mesma. Acompanhe no vídeo abaixo um pequeno &#8220;making-off&#8221; da ação, mostrando toda a trajetória desde a confecção do material até a imagens do ato conta homofobia.</p>
<p>Esta ação teve uma dupla finalidade: primeiro informar <img class="size-medium wp-image-44 alignright" style="border: 3px solid black; float: right;" title="Minuto de Silêncio" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/artigo2.jpg" alt="" width="301" height="227" />acerca da homofobia (o que é e porque ela é danosa à nossa sociedade como um todo) dúvida comum comprovada durante a distribuição dos panfletos, e em segundo lugar alertar os <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v">homossexuais</a> para que denunciem episódios de homofobia e manifestem-se pela aprovação da criminalização da homofobia, através da <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb2ZvYmlhLWUtY3JpbWU=">aprovação da proposta de lei federal No. 122/2006</a>. Para essa segunda meta, foi também realizado um abaixo-assinado a ser encaminhado ao senado. Foi uma ação simples porém bastante efetiva, tanto pelo contato amigável (com algumas demonstrações pontuais de homofobia) e a interação receptiva com a população como também pela possibilidade de colaboração espontânea entre diversos grupos, pois estiveram presentes e atuantes, além do UNISex e Diadorim, o pessoal da PRO HOMO, do E-Salvador (E-Jovens Salvador) e do Coletivo Kiu!. A manifestação, de caráter pacífico, foi encerrada com um círculo e um minuto de silêncio em respeito as vítimas da homofobia. Veja a seguir um pouco de como foi essa ação.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/SS40RmfGmd4" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/SS40RmfGmd4"></embed></object></p>
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		<title>Entender e Respeitar</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2008 01:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Lopes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Em tempos de polêmicas envolvendo jogadores de futebol e travestis, personagens gays em novelas que nunca se beijam, cantores xingando fãs em internet, aumento da violência contra homossexuais, preocupação com políticas publicas para a população GLBTT, lançamentos editoriais, podemos perceber certa evidencia das questões que envolvem a diversidade sexual. Nem sempre da maneira mais adequada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de polêmicas envolvendo jogadores de futebol e travestis, personagens <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?\" onmouseover=\"Tip('Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?', WIDTH, 250, BGCOLOR, 'green', FONTCOLOR, 'white', BORDERCOLOR, 'black', SHADOW, false)\" onmouseout=\"UnTip()\">gay</a>s em novelas que nunca se beijam, cantores xingando fãs em internet, aumento da violência contra homossexuais, preocupação com políticas publicas para a população GLBTT, lançamentos editoriais, podemos perceber certa evidencia das questões que envolvem a diversidade sexual. Nem sempre da maneira mais adequada e correta mas como fruto da luta dos movimentos sociais, de organizações que lutam pelos direitos humanos, da própria população que mesmo sufocada tenta garantir seus direitos e até mesmo do interesse em explorar um mercado em expansão e do preconceito.</p>
<p>Entendendo a sociedade imersa num processo mutável, onde os valores morais, sociais e regras de conduta correspondem aos interesses e momento histórico, as questões que envolvem gênero e sexualidade é parte também deste processo. Basta lembrar que não faz muito tempo, as mulheres não podiam votar, nem sentir prazer durante o ato sexual.</p>
<p>Os padrões de comportamento heterossexuais atualmente são os considerados normais. Isso impõe, determina e limita os papéis sociais permitidos e aceitáveis. Desde a infância é ensinada a criança como se deve comportar ser for menino ou menina tendo a todo o momento os sistemas de controle (escola, família, religião) encarregando-se da fiscalização. Os padrões heteronormativos são bastante claros, definidos e por isso mesmo, é fácil identificar quem foge deles.</p>
<p>Para justificar as causas destes <em>“desvios”</em> várias teorias foram elaboradas. Os motivos são muitos, desde deformações genéticas, a problemas de ordem social, psicológica ou familiar. A <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"\">homossexualidade</a> foi considerada doença e muitas pessoas foram mortas, seja nas ruas, vitimas de violência, ou em clinicas de recuperação, sob cuidados médicos. Há pouco tempo foi invento um remédio, o <em>“Hetracil”</em> para combater a feminilidade que acomete alguns homens.</p>
<p>Na verdade construímos uma sociedade intolerante ao diferente, onde não se tem espaço, nem é permitido questionar as regras sociais. Como parte desta estrutura social, a falta de conhecimento e de disposição para entender a diversidade sexual é uma das causas da intolerância e do preconceito.</p>
<p>A composição da sexualidade <em><strong>Sexo biológico</strong></em> (aparelho reprodutor – homem, mulher), <em><strong>Orientação Sexual</strong></em> (a quem é direcionado o desejo sexual – homossexual, bissexual, heterossexual), <em><strong>Identidade Sexual</strong></em> (quem o sujeito acredita ser – homem, trangênero/travesti, mulher), <em><strong>Papel Sexual</strong></em> (papel social – homem/macho, drag queen/drag king, mulher/perua) e suas combinações permitem inúmeras possibilidades e formas de expressão que vão além dos padrões heteronormativos. Aceitá-las ou ao menos entendê-las é uma boa alternativa para conseguir respeitar e ser tolerante ao <em>“diferente”</em>.</p>
<p><strong>Recomendação de leitura:</strong> Diferentes Desejos: adolescentes, homo, bi e heterossexuais - Claudio Picazio</p>
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		<title>Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia</title>
		<link>http://nucleounisex.org/noticias/dia-mundial-de-luta-contra-a-homofobia.html</link>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 02:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNI Sex</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
O Núcleo UNISex e o NUGSEX Diadorim estarão presentes num ato pela paz e pela criminalização da homofobia que será realizado no sábado, 17 de Maio, dia mundial de luta contra a homofobia no
Campo Grande, a partir das 14 horas. A data marca a resolução da Organização Mundial de Saúde de retirar a homossexualidade das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvd3AtY29udGVudC91cGxvYWRzLzIwMDgvMDUvaG9tb2ZvYmlhLmpwZw=="><img src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/homofobia.jpg" alt="Dia" /></a></p>
<p>O Núcleo UNISex e o <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5kaWFkb3JpbS51bmViLmJyLw==">NUGSEX Diadorim</a> estarão presentes num ato pela paz e pela criminalização da homofobia que será realizado no sábado, 17 de Maio, dia mundial de luta contra a homofobia no<br />
Campo Grande, a partir das 14 horas. A data marca a resolução da Organização Mundial de Saúde de retirar a <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"\">homossexualidade</a> das classificações patológicas. Sua presença é importante. Estaremos também recolhendo assinaturas a favor da aprovação da <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb2ZvYmlhLWUtY3JpbWUv">PLC 222/2006 que criminaliza a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero</a>.</p>
<p>Após o ato, haverá um G-Mob, uma confratenização em formato de flashmob. Para conhecer mais sobre essa proposta, veja a <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vcmt1dC5jb20vQ29tbXVuaXR5LmFzcHg/Y21tPTQ3MzIwODAy">comunidade no orkut</a>.</p>
<p>Já confirmaram presença: integrantes da <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vcmt1dC5jb20vQ29tbXVuaXR5LmFzcHg/Y21tPTQ4Mzg2MzAx">PRO HOMO,</a> Associação de Defesa e Proteção dos Direitos de Homossexuais, do grupo <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lLWpvdmVtLmNvbS8=">E-jovens Salvador</a> e do <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vcmt1dC5jb20vQ29tbXVuaXR5LmFzcHg/Y21tPTcwNjE4Mg==">Coletivo Kiu.</a></p>
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		<title>Homossexual sim, boiola não?!</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 01:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Ricardo</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[homossexual]]></category>

		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns anos entrei no site do Grupo Gay da Bahia (GGB) e fiquei surpreso com algumas imagens de cervos ou veados que havia na página. Eram imagens animadas (GIF&#8217;s) que mostravam esses animais saltitando de um lado a outro. Aquilo me chocou. Também me incomodou muito. As perguntas que se repetiam na minha mente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos entrei no site do Grupo <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v" title=\"Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?\" onmouseover=\"Tip('Tem d&Atilde;&ordm;vidas sobre homossexualidade?', WIDTH, 250, BGCOLOR, 'green', FONTCOLOR, 'white', BORDERCOLOR, 'black', SHADOW, false)\" onmouseout=\"UnTip()\">Gay</a> da Bahia (GGB) e fiquei surpreso com algumas imagens de cervos ou veados que havia na página. Eram imagens animadas (GIF&#8217;s) que mostravam esses animais saltitando de um lado a outro. Aquilo me chocou. Também me incomodou muito. As perguntas que se repetiam na minha mente eram: &#8220;Como um grupo que defende os direitos dos homossexuais pode nos expor a uma situação tão ridícula? E por que acatar essa figura que a sociedade usa para representar os gays de forma tão pejorativa?&#8221;</p>
<p>Hoje reconheço que parte do meu espanto e do meu incômodo aconteceu porque não lidava direito com a minha <a href="http://nucleounisex.org/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL251Y2xlb3VuaXNleC5vcmcvaG9tb3NzZXh1YWxpc21v">homossexualidade</a>. Até aceitava que alguém se referisse a mim como homossexual, gay, mas &#8220;viado&#8221;, &#8220;bicha&#8221;, &#8220;baitola&#8221;, ainda eram termos que incomodavam demais.</p>
<p>Com o tempo amadureci e me dei conta de que o problema não estava no termo usado, mas no modo como eu o encarava. Aprendi que não importa o nome de que me chamem, seja &#8220;frutinha&#8221;, &#8220;boiola&#8221;, todos eles representam o que eu sou. E eu me orgulho e muito do que sou, da minha condição, da minha orientação sexual e de tudo que está atrelado a ela. Quando alguém me chama de pederasta ou o que o valha, penso logo: talvez estejam querendo dizer com isso que sou sensível, que me sensibilizo com os sentimentos alheios; talvez queiram falar que não sou violento, que sou carinhoso, meigo; podem estar querendo dizer também que faço amizade fácil com as mulheres e me dou super bem com elas como muitos homens não conseguem fazer; quem sabe podem estar querendo dizer que sou apegado à minha mãe e à minha família; ou ainda podem estar querendo afirmar que sou capaz de amar um igual, que sou forte o suficiente para romper preconceitos, encarar vários obstáculos e ser feliz.</p>
<p>Quando tirei do meu coração e do meu ombro o peso negativo desses termos, o meu modo de encarar o mundo mudou. Inventem a palavra que quiser, em qualquer tom de voz, ela ressoará sempre de forma positiva, porque é assim que me sinto quanto ao que sou, quanto à minha forma legítima e genuína de amar.</p>
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