<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Núcleo UNISex &#187; casamento</title>
	<atom:link href="http://nucleounisex.org/tag/casamento/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://nucleounisex.org</link>
	<description>Universalidade e Diversidade Sexual</description>
	<lastBuildDate>Wed, 30 Jun 2010 15:05:24 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1-alpha</generator>
		<item>
		<title>A Aliança de Prata</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/a-alianca-de-prata.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/colunas/a-alianca-de-prata.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 20:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando Calaça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[aliança]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[gay]]></category>
		<category><![CDATA[ouro]]></category>
		<category><![CDATA[prata]]></category>
		<category><![CDATA[simbolismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=521</guid>
		<description><![CDATA[simbologia, relacionamento e sexualidade Lendo a coluna do César, me chamou atenção um aspecto que, já a algum tempo, desperta a minha atenção: a aliança de prata. De fato, ao menos aqui em Salvador, ela se constitui como um símbolo e um elemento de identificação, ou do gay em geral, ou do gay que está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-550" title="Aliança" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2009/10/alianca.jpg" alt="Aliança" width="300" height="300" /></p>
<h3>simbologia, relacionamento e sexualidade</h3>
<p>Lendo a coluna do César, me chamou atenção um aspecto que, já a algum tempo, desperta a minha atenção: a aliança de prata. De fato, ao menos aqui em Salvador, ela se constitui como um símbolo e um elemento de identificação, ou do gay em geral, ou do gay que está namorando. Passa como um elemento de identificação daquele que faz parte dessa grande tribo que é a comunidade GLBT. Entretanto, creio eu, não é um símbolo compartilhado por todos. Nem todo gay ou lésbica usa aliança de prata, mas, quem usa, tem uma grande possibilidade de ser “do babado”.</p>
<p>Já me peguei algumas vezes olhando atentamente para as mãos de pessoas que me parecem “suspeitas” buscando identificar se está usando a bendita aliança.</p>
<p>Me dou conta, no entanto, que não é um artigo exclusivo dos gays, mas que é um elemento identificador, pelo menos, de que a pessoa que a usa é “alternativa”. Valendo, de certo modo, o sentido alternativo do relacionamento entre as pessoas que usam da mesma aliança. (Traduzindo: casais que usam aliança de prata são “alternativos”).</p>
<p>Conheço casais heterossexuais – até que se prove o contrário – que usam alianças de prata. São casais que não oficializaram a relação no cartório ou no religioso. Tempos atrás se diria que são “amigados”, “concubinatos”, ou, numa terminologia mais chula, “emancebados” (não sei se é assim exatamente que se escreve esse palavrão, mas eu bem poderia substituir pela opção dada pelo dicionário do Word: “emancipados”).</p>
<p>Em todo o caso, me parece que o uso da aliança de prata distingue a relação oficializada, socialmente, registrada e sacramentada, com véu, grinalda, padre e arroz. Os relacionamentos que seguem o script são agraciados com a aliança reluzente de ouro, que nunca mareia, que é eterna e brilhante, até que a morte os separe ou troque pelas alianças de bodas de prata, ouro, esmeralda ou diamante.</p>
<p>Os relacionamentos “alternativos” ficam com a de prata, que mareia, perde o brilho. Penso no valor desse símbolo e no que ele traz, em si, um sentido. É o símbolo ao mesmo tempo de uma transgressão, de um espírito alternativo e liberal, mas também pode ser compreendido como um símbolo de inferioridade quanto ao valor social do relacionamento, seja ele entre casais heterossexuais que não se casam oficialmente, seja pelos gays, lésbicas e LGBTs&#8230;</p>
<p>Fico refletindo nesse símbolo, que como os triângulos rosa, surge como um elemento de identificação dos gays, mais ou menos velados e explícitos, para aqueles que se valem desse adereço, e depositam nele um sentido, e para aqueles que identificam o significado nele depositado. Fico pensando comigo se também esse não seria um símbolo que nos distingue socialmente como uma classe menor. (Penso por exemplo no valor dado, décadas atrás, ao anel de formatura, que era um símbolo de distinção social e que fazia com que aquela pessoa que o portasse fosse socialmente reconhecido como um “bacharel”).</p>
<p>(Meu avô, reza a lenda familiar, era um vendedor ambulante, daqueles de porta em porta, que vendia confecções a prestação. Apesar do status social baixo, para o padrão da família, ex-soldado, semi-analfabeto, usada um anel de brilhante no dedo mínimo e tinha uma caneta Parker – símbolos de status na época.)</p>
<p>Reflito sobre esses pontos, em torno da aliança de prata, sem ser eu antropólogo, historiado ou ourives, penando no significado desse objeto, que ele ou dedos das mãos de diversas cores e sexos, servem como elemento de identificação do gay ou do casal homossexual ou “alternativo”. Fico pensando em nas possíveis alternativas que por ventura existam, diante de um atual contexto em que o relacionamento ainda não é reconhecido – às vezes ignorados verdadeiramente diante da sociedade, ou, em situações piores, discriminados com agressão e homofobia.</p>
<p>Penso também no valor que os próprios gays dão ao relacionamento, na confiança (ou desconfiança) diante da possibilidade de viver um relacionamento verdadeiramente nutridor e de parceria, que é ou pode ser eterno enquanto dura. Talvez alimentemos nós mesmos uma idéia de efemeridade das relações, marcadas pela transitoriedade e, por isso, temos um símbolo que não é duradouro em seu brilho. Talvez sejamos visionários, estejamos na verdade a frente de nosso tempo – que já é – e tenhamos nos dado conta de que o casamento é uma instituição falida e que o amor não é eterno. Mas, mesmo assim, lutamos pela legalização do casamento gay, seja pelos direitos civis dele decorrente, seja pelo sonho romântico que aspira uma casamento com véu, grinalda, arroz e aliança de ouro.</p>
<p>Talvez devêssemos prestar atenção em nossos sonhos e nossas atitudes, nos símbolos que criamos, nas crenças que reproduzimos em discursos e atos. No final das contas, falam sobre nós, sobre quem somos e quem desejamos ser.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/colunas/a-alianca-de-prata.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amor e (homo) sexualidade: casamento, parcerias, relacionamentos e homoparentalidade</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/amor-e-homosexualidade-casamento-parcerias-relacionamentos-e-homoparentalidade.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/colunas/amor-e-homosexualidade-casamento-parcerias-relacionamentos-e-homoparentalidade.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 16:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando Calaça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=459</guid>
		<description><![CDATA[O relacionamento homossexual foi por muito tempo estigmatizado, tanto por hetero como por homossexuais. Para muitos heterossexuais, a vivência da sexualidade homossexual é/era vista como promíscua, marcada pela grande rotatividade de parceiros, por práticas livres e descomprometidas de sexo com múltiplos parceiros. Essa imagem, creio eu, está provavelmente associada ao movimento de liberação sexual vivido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2010/01/glbt.png" alt="Colunas e Artigos" title="Colunas e Artigos" width="583" height="270" class="alignnone size-full wp-image-563" /></p>
<p>O relacionamento homossexual foi por muito tempo estigmatizado, tanto por hetero como por homossexuais.</p>
<p>Para muitos heterossexuais, a vivência da sexualidade homossexual é/era vista como promíscua, marcada pela grande rotatividade de parceiros, por práticas livres e descomprometidas de sexo com múltiplos parceiros.</p>
<p>Essa imagem, creio eu, está provavelmente associada ao movimento de liberação sexual vivido intensamente na década de 60, tendo suas repercussões negativas acentuadas pelo surgimento da AIDS, e pela associação do grupo gay no chamado &#8220;grupo de risco&#8221;, sendo a AIDS a &#8220;Praga Gay&#8221;.</p>
<p>Nos últimos 20 anos, com a propagação da AIDS a outros grupos sociais, incluído as &#8220;mulheres casadas e monogâmicas&#8221;, deixou-se de falar em grupo de risco, passando a enfocar os comportamentos de risco, como transar sem camisinha e o uso de drogas injetáveis. Durante esse período, os grupos GLBTT vem militado do sentido da conscientização da sociedade, atuando em campanhas pelo uso da camisinha e orientação sexual.</p>
<p>No entanto, a representação social da sexualidade homossexual continua, ainda sendo associada à promiscuidade, irresponsabilidade, grande rotatividade de parceiros, por práticas livres e descomprometidas de sexo, inclusive dentre os homossexuais.</p>
<p>Muitas lésbicas criticam os gays pela falta de estabilidade nas relações, pelo comportamento de &#8220;caça&#8221; masculino e machista, pela irresponsabilidade e pela fugacidade com que lidam com o sexo e os relacionamentos a dois.</p>
<p>Muitos gays vêem as lésbicas como ciumentas, possessivas e soltam piadas de que, no segundo encontro, duas lésbicas já pegam as malas e vão morar juntas.</p>
<p>Além disso, associa-se as travestis a imagens de submissão, sempre mantendo relacionamentos desiguais, em que elas sustentam gigolôs e sofrem violência deles, menosprezando a possibilidade de vivência de um relacionamento constituído a partir do amor.</p>
<p>Todas essas perspectivas e representações podem, de fato, ocorrer com certa freqüencia, não sendo de todo inverdades. No entanto, não creio que devem ser as únicas representações e vivências possíveis de relação amorosa.</p>
<p>Nos anos, e principalmente, nos últimos meses, com a realização das conferências GLBTT no Brasil, vem sendo discutido de forma mais efetiva questões como o casamento gay e a homoparentalidade. Tais temas demonstram uma preocupação tanto no sentido da igualdade de direitos, como na mudança de postura, e de representação social sobre o que os homossexuais compreendem, vivenciam e desejam, como relacionamento a dois e como constituição de família.</p>
<p>Desde sempre já existem casais que moram e convivem de forma estável e duradoura, que criam filhos e constituem famílias. As organizações às vezes variam, não seguindo necessariamente o modelo heterossexual, com divisão de papéis sexuais bem estabelecidos, em que um dos pares adota o papel masculino e ativo, e outro adota o papel feminino, materno e submisso, voltado para o cuidado do lar e dos filhos.</p>
<p>Vivemos numa sociedade cada vez mais complexa, em que o casal tem, igualmente, que trabalhar fora de casa, e, as posições sexuais passivo-ativo não necessariamente condizem com uma prática real, configurando-se muito mais como um mito ou como mais uma representação social culturalmente construída.</p>
<p>A própria instituição da família, que foi por muito tempo criticada, questionada e descaracterizada como uma importante matriz de constituição social, vem, neste movimento, sendo resgatada, a partir de uma outra configuração, mais flexível, baseada no desejo de uma estabilidade não aprisionante, construída a partir do desejo de viver um relacionamento baseado na aposta no amor e no companheirismo e sustentado pelo desejo de desfrutar igualmente dos direitos usufruídos pelos heterossexuais.</p>
<p>O casamento gay aparece então, tanto como um símbolo de legitimação do relacionamento homossexual, na tentativa de desconstruir estigmas e preconceitos, como para garantir direitos civis, como o benefício social da aposentadoria-pensão, da propriedade, de seguros de vida, além do direito da adoção homoparental.</p>
<p>Durante muito tempo os casais homossexuais vêm sendo denominados como &#8220;parceiros&#8221; ou &#8220;companheiros&#8221;, e não vistos como um &#8220;casal&#8221;. Essa idéia de parceria às vezes é sentida com certo incomodo, como se fosse inferior ao &#8220;casal&#8221; que se constituiria com o casamento, como se fossem menos válidos, pouco dignos de respeito e credibilidade. No entanto, pensar um relacionamento sem parceria, sem companheirismo e sem cumplicidade pode ser, isso sim, a descaracterização dos valores que, efetivamente, deveria significar a união a dois, seja homo, seja heterossexual.</p>
<p>Caímos, então, no ponto crítico e polêmico dos valores. Valores que atravessam todo esse meu texto. Num mundo em que a idéia de valor e ética são postos em dúvida, nos vemos num movimento, creio eu, de transfiguração, de transvaloração, e, principalmente de resgate. Resgate do humano, transcendendo estigmas, dirigidos à utopia de uma sociedade e um mundo de igualdade a partir da integração da diversidade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/colunas/amor-e-homosexualidade-casamento-parcerias-relacionamentos-e-homoparentalidade.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>União civil homossexual: 53% dos brasileiros aceita a proposta</title>
		<link>http://nucleounisex.org/noticias/uniao-civil-homossexual-53-dos-brasileiros-aceita-a-proposta.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/noticias/uniao-civil-homossexual-53-dos-brasileiros-aceita-a-proposta.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 11:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNISex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[uniao civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=14</guid>
		<description><![CDATA[Em recente pesquisa da datafolha a união civil de pessoas do mesmo sexo recebeu a oposição de apenas 45% dos brasileiros. Dos que aceitam a medida, 39% apoiam plenamente a proposta de união civil e 14% são indiferentes. Outro dado interessante é que o apoio à legalização sobe conforme a escolaridade aumenta: entre os que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-15" title="150207768_77c291a07e" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/04/150207768_77c291a07e.jpg" alt="" width="150" height="200" />Em recente <a href="http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=555">pesquisa da datafolha a união civil de pessoas do mesmo sexo</a> recebeu a oposição de apenas 45% dos brasileiros. Dos que aceitam a medida, 39% <strong>apoiam</strong> plenamente a proposta de união civil e 14% são <strong>indiferentes</strong>.</p>
<p>Outro dado interessante é que <strong>o apoio à legalização sobe conforme a escolaridade aumenta:</strong> entre os que só têm o ensino fundamental, 51% são contra e 32% a favor; entre quem tem ensino superior, 51% a favor e 34% contra.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/bevw/150207768/">The Grooms</a> sob <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/deed.pt">C.C.</a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/noticias/uniao-civil-homossexual-53-dos-brasileiros-aceita-a-proposta.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
