<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Núcleo UNISex &#187; homofobia</title>
	<atom:link href="http://nucleounisex.org/tag/homofobia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://nucleounisex.org</link>
	<description>Universalidade e Diversidade Sexual</description>
	<lastBuildDate>Tue, 11 Oct 2011 03:11:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Lançamento do Observatório: Homofobia</title>
		<link>http://nucleounisex.org/noticias/lancamento-do-observatorio-homofobia.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/noticias/lancamento-do-observatorio-homofobia.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 May 2011 09:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNISex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[17 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=634</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, 17 de Maio, Dia Internacional de Combate a Homofobia, nós do Núcleo UNISex lançamos oficalmente a iniciativa do Observatório: Homofobia que pretende reunir um histórico dos episódios de discriminação, violência e assassinato de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros em território nacional. Trata-se de um site coletivo e colaborativo, onde qualquer um pode inscrever-se e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://nucleounisex.org/#"><img class="size-full wp-image-635 aligncenter" title="Observatório Homofobia" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2011/05/ObservatorioHomofobia.png" alt="" width="583" height="270" /></a>Hoje, 17 de Maio, Dia Internacional de Combate a Homofobia, nós do Núcleo UNISex lançamos oficalmente a iniciativa do <a href="http://nucleounisex.org/#">Observatório: Homofobia</a> que pretende reunir um histórico dos episódios de discriminação, violência e assassinato de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros em território nacional.</p>
<p>Trata-se de um site coletivo e colaborativo, onde qualquer um pode inscrever-se e enviar notificações, para manter a memória das vítimas fatais de crimes de ódio contra homossexuais, resgatar a dignidade daqueles que sofreram alguma forma de agressão ou discriminação e servir de espelho para que a sociedade brasileira perceba a situação a que submete parte de seus cidadãos.</p>
<p>Conheça detalhes da <a href="http://nucleounisex.org/#">proposta do projeto</a>, os <a href="http://nucleounisex.org/#">critérios para submissão</a> e faça <a href="http://nucleounisex.org/#">sua inscrição para colaborar</a> com novas notificações.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/noticias/lancamento-do-observatorio-homofobia.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Preconceitos e dores diferentes? racismo e homofobia</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/preconceitos-e-dores-diferentes-racismo-e-homofobia.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/colunas/preconceitos-e-dores-diferentes-racismo-e-homofobia.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 02:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=594</guid>
		<description><![CDATA[Uma versão de um ótimo quadro da atriz e comediante Wanda Sykes foi recentemente disponibilizado com legenda na Internet, dando espaço para uma discussão em alguns sites brasileiros sobre as particularidades do preconceito contra gays (a homofobia) e sua comparação com  o preconceito contra negros (o racismo). Aproveitando o questionamento no Sindrome de Estocolmo, fiz os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-595" title="interracial" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2010/11/interracial.png" alt="" width="583" height="270" /></p>
<p>Uma versão de um ótimo quadro da atriz e comediante Wanda Sykes foi recentemente disponibilizado com legenda na Internet, dando espaço para uma discussão em alguns sites brasileiros sobre as particularidades do preconceito contra gays (a homofobia) e sua comparação com  o preconceito contra negros (o racismo). Aproveitando o <a href="http://sindromedeestocolmo.com/2010/11/e_mais_dificil_ser_negr_ou_gay_no_brasil/">questionamento no Sindrome de Estocolmo</a>, fiz os comentários a seguir.</p>
<p>Assista o vídeo abaixo antes de ler.</p>
<p><object style="background-color: #ffffcc; background-image: url(http://nucleounisex.org/wp-includes/js/tinymce/plugins/media/img/flash.gif); background-position: 50% 50%; background-repeat: no-repeat no-repeat; border: 1px dotted #cc0000;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/EMMrd6D1vjA" /><embed style="background-color: #ffffcc; background-image: url(http://nucleounisex.org/wp-includes/js/tinymce/plugins/media/img/flash.gif); background-position: 50% 50%; background-repeat: no-repeat no-repeat; border: 1px dotted #cc0000;" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/EMMrd6D1vjA"></embed></object></p>
<p>Antes de tudo, é difícil comparar sofrimentos.</p>
<p>A persistente desigualdade social entre negros e brancos é cruel. Não há como aceitar que se minimize o sofrimento e prejuízo que o racismo ainda causa hoje, nem é essa a pretensão deste texto. O que podemos arriscar é tentar avaliar as modalidades e os aspectos em que as pessoas são atingidas por preconceitos diferentes. Nestes termos, acho que é possível observar que gays sofrem atualmente mais com as modalidades de agressão direta e de certos tipos de discriminação naturalizada e justificada socialmente.</p>
<p>Primeiro,  o espaço de convivência social, como trabalho e espaços públicos. Geralmente, negros são poupados de verbalizações racistas nem que seja por educação e hipocrisia, algo que não costuma acontecer entre homossexuais, cuja maioria está invisível (embora a visibilidade não seja garantia de deixar de ouvir esses comentários).  Quando alguém faz comentários racistas no trabalho ou outro espaço público costuma freqüentemente encontrar censura de pelo menos um ou de todos colegas, enquanto comentários homofóbicos são moeda corrente na maioria dos ambientes sociais, usados tranqüilamente para &#8220;quebrar o gelo&#8221; e reforçar a mensagem de que homossexuais não são bem-vindos ou inferiores. A interação em espaços públicos não se limita a <strong>verbalizações</strong> que minam a auto-estima e a disposição dos homossexuais que podem ser comparadas ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying">bullying</a>, mas também <strong>práticas</strong> discriminatórias são extremamente comuns. É verdade que práticas discriminatórias ocorrem com negros também, mas há uma diferença importante em relação ao racismo: as pessoas ainda acham <strong>socialmente aceitável</strong> apresentar a sexualidade como um motivo justo para discriminar, enquanto o racismo precisa de desculpas indiretas e racionalizações para agir. É comum encontrar pessoas que acham natural não querer dividir um quarto em viagem de negócios com alguém homossexual, enquanto que uma justificativa semelhante usando a raça seria certamente caso de demissão. Até mesmo o atendimento em redes de saúde também é uma situação onde existem  relatos de profissionais que evitam e até mesmo se negam a atender homossexuais, enquanto os outros colegas de profissão discutem se essa é ou não uma atitude aceitável.</p>
<p>Como o vídeo de Wanda Sykes mostra de forma humorada,  negros geralmente podem contar com a família (igualmente negra ou inter-racial) para lhes fornecer amor, uma rede de apoio contra o preconceito e ajudar a construir uma auto-imagem positiva. Gays começam sua construção identitária solitários (em uma familia heterossexual, sem modelos de referência próximos e que ensina que ser gay é ruim e vergonhoso). Muitas vezes os jovens gays têm todo o apoio familiar retirado quando o assunto é trazido a tona: recebem menos investimento educacional depois da &#8220;decepção&#8221; dos pais ou mesmo acabam sendo expulsos (ou levados a sair) de casa. De modo geral, negros tem a possibilidade de construir sua identidade dentro de uma família  afetuosa enquanto gays só conseguem fazê-lo depois de abandonar ou afastar-se de sua comunidade original opressiva, muitas vezes sem levar nada consigo e sem saber onde encontrar e como inserir-se numa nem sempre disponível  &#8221;comunidade gay/simpatizante&#8221; que o apoie e permita sociabilizar-se. Não por acaso, temos um alto índice de suicídio entre adolescentes e jovens gays. Existem também alguns trabalhos sobre gays adolescentes moradores de ruas nos EUA (muitos por terem sido expulsos ou levados a sair de casa) infelizmente  não conheço paralelo sobre o assunto no Brasil, mas podemos  intuir que uma situação semelhante acontece por aqui.</p>
<p>E por fim, como a o homossexualidade se apresenta na população geral e não por classe social ou etnia, ser gay e negro/pardo é extremamente comum.  Pode-se admitir perfeitamente que a maioria dos gays é pobre e portanto duplamente invisível para sociedade.  A vida da maioria gay/negra/lésbica/pobre/travesti é algo muito distante da imagem <em>fashion </em>e sofisticada dos gays na mídia (mesmo quando negativamente representados).  O que talvez mostre o quanto é injusto comparar preconceitos quando suas vítimas localizam-se entre tantas intersecções.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/colunas/preconceitos-e-dores-diferentes-racismo-e-homofobia.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Palavras homofóbicas e pequenos gestos simpatizantes</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/palavras-homofobicas-e-pequenos-gestos-simpatizantes.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/colunas/palavras-homofobicas-e-pequenos-gestos-simpatizantes.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 11:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[simpatizante]]></category>
		<category><![CDATA[xingamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=53</guid>
		<description><![CDATA[Algumas vezes vemos políticos e celebridades envolvidas com polêmicas e processos com grupos ativistas por declarações homofóbicas. Embora em algumas delas os alvos principais da declaração sejam os próprios homossexuais (dizer, por exemplo, que um gay deve apanhar por ter-lhe paquerado), na maioria dos casos a homofobia se manifesta como depreciação da homossexualidade através do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2010/01/glbt.png" alt="Colunas e Artigos" title="Colunas e Artigos" width="583" height="270" class="alignnone size-full wp-image-563" /></p>
<p>Algumas vezes vemos políticos e <span>celebridades</span> envolvidas com <span>polêmicas</span> e processos com grupos <span>ativistas</span> por declarações homofóbicas. Embora em algumas delas os alvos principais da declaração sejam os próprios homossexuais (dizer, por exemplo, que um <span>gay</span> deve apanhar por ter-lhe <span>paquerado</span>), na maioria dos casos a homofobia se manifesta como depreciação da homossexualidade através do xingamento a uma terceira pessoa (fulano é “viado”). Curiosamente, muitos não enxergam homofobia nisso.</p>
<p>Quando um político chama seu oponente de “<span>viado</span>” ou uma celebridade compara fãs à <span>“boiolas”</span>, ele está fazendo um juízo de valor. A mensagem é bem clara: ser homossexual é algum muito ruim, algo que ninguém quer ser e, por tanto, serve de xingamento. Não há muito como fugir ao consenso que, fora situações <span>inusitadadas</span>, ninguém é “xingado” de heterossexual, milionário ou lindo. Então, por que tanto homossexuais parecem relutantes em enxergar a natureza homofóbica destas declarações? Consigo perceber duas correntes nesse discurso: a naturalização da homofobia e a auto-depreciação.</p>
<p>O primeiro aspecto está posto diante de nossos olhos: a população ainda usa a <a title="Dúvidas sobre homossexualismo/homossexualidade?" href="../homossexualismo" target="_blank">homossexualidade</a> de forma <span>depreciativa</span> diariamente. A comunicação, em particular a masculina, muitas vezes inclui a afirmação de masculinidade através da negação da homossexualidade e brincadeiras de natureza homofóbica são moeda de troca comum nas <span>sociabilizações</span>, festinhas ou na mesa de bar. É um assunto fácil, uma piada pronta para se <span>enturmar</span> com novas pessoas. Bem, nem sempre. Hoje algumas pessoas já demonstram seu desconforto quando alguém novo faz uma piadinha homofóbica e o sujeito fica sabendo que fulano, que pertence ao grupo, é <span>gay</span>. Descoberta a <span>gafe</span>, as piadas podem até não desaparecer completamente, mas certamente distanciam-se daquele circulo. Mas essa situação é a <span>exceção</span>, via de regra, <span>gays</span> acostumaram-se com as piadas e xingamentos referente as homossexualidade que aprendem a ser surdos, de tão naturais, ignoram as declarações como se não lhes dissessem respeito e não fossem mais capazes de causar indignação. É um mecanismo de defesa compreensível em ambientes hostis, talvez a única forma de sobrevivência (psicológica ou mesmo física) de muitas pessoas. Mas perder a capacidade de indignar-se também tem seu preço alto, e aqui entra o segundo <span>fator</span>: a auto-depreciação.</p>
<p>Me pergunto se há tantos homossexuais que não vêem problema nenhum em seu ídolo usar a homossexualidade como xingamento e forma de depreciação justamente porque, em certa medida, eles de fato acreditam nesta valoração e que a homossexualidade teria algo de inferior? Ora, minha suspeita encontra eco na incrível quantidade de homossexuais que se utiliza de xingamentos homofóbicos entre si. Claro, não me refiro as brincadeiras e as resignificações que são feitas com certas palavras: viado, por exemplo, é muito usado com intenção de familiaridade e intimidade (aliás, heteros também o fazem entre si). O que está em questão aqui é a possibilidade de não perdemos a sensibilidade diante do uso depreciativo dessas palavras no contexto de ofensas.</p>
<p>Indignar-se é bom, faz bem não aceitar indiferente todas as manifestações de desvalorização que se apresentam. Não afirmo com isto que todos podem e devem se levantar e reclamar a cada declaração homofóbica pois há contextos em que isso implica em ameaça a própria sobrevivência. Mas isso não significa, por outro lado, que é preciso aceitar pacificamente. Da próxima vez que alguém, achando que vai lhe divertir, fizer uma declaração ou piadinha homofóbica que tal, ao invés de devolver aquele sorriso amarelo e constrangido, não rir e, quem sabe, franzir as sobrancelhas? Um gesto simples, um silêncio de não concordância, uma expressão de desaprovação, pode iniciar uma micro-revolução ao seu redor e lhe garanto, vai fazer você se sentir bem melhor quando olhar no espelho.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/colunas/palavras-homofobicas-e-pequenos-gestos-simpatizantes.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Onde está a homofobia?</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/onde-esta-a-homofobia.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/colunas/onde-esta-a-homofobia.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 11:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=52</guid>
		<description><![CDATA[Além da homofobia violenta e explicita, aquela que é ameaça imediata a vida e a direitos básicos, existe a homofobia cordial, que estamos pouco acostumados a perceber mas que nos fins das contas, é a responsável por manter as coisas como estão. Graças a conquista de leis antiracismo e anos de trabalho, as manifestações explícitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-563" title="Colunas e Artigos" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2010/01/glbt.png" alt="Colunas e Artigos" width="583" height="270" /></p>
<p><em>Além da homofobia violenta e explicita,  aquela que é ameaça imediata a vida e a direitos básicos, existe a  homofobia cordial, que estamos pouco acostumados a perceber mas que nos  fins das contas, é a responsável por manter as coisas como estão.</em></p>
<p>Graças a conquista de leis antiracismo e anos de trabalho, as  manifestações explícitas de racismo no Brasil de hoje estão à margem  social. Embora nosso racismo esteja infiltrado em diversos aspectos de  nossa sociedade, é difícil encontramos uma pessoa que encarne, para si e  para os outros, o estereótipo do racista. Por isso mesmo, estamos cada  vez mais atentos aos mecanismos que sutilmente mantém e reafirmam o  racismo num pais em que “ninguém é racista”. O mesmo não acontece com a  homofobia. Por mais que o quadro geral possa ter melhorado, ainda é  socialmente comum encontrar pessoas proclamando em alto em bom som seu  ódio aos homossexuais ou até mesmo dizendo “sou homofóbico mesmo”. Ora  isso não é surpresa num pais onde 39,7% dos pais e mãe, segundo a  pesquisa de UNESCO, adimitem que não gostariam que seus filhos tivessem  colegas homossexuais nas escolas, ou que 45% dos brasileiros acha justo  negar o direito à união civil a parte da população <a title="Dúvidas  sobre homossexualismo ou homossexualidade?" href="../homossexualismo" target="_blank">homossexual</a>. Enfim,  com esses números, não é difícil imaginar que todos devemos conhecer uma  ou mais figuras que se aproximam da personificação do “homofóbico” ou  “homofobo”.</p>
<p>O fato de direitos básicos se encontrarem ameaçados por inimigos tão  explícitos e ferrenhos faz com que muitas vezes não tenhamos tempo para  refletir sobre os mecanismos mais sutis da nossa cultura que no fim das  contas, tal como funciona para o racismo, alimentam a lógica homofóbica.  Mas basta pensar que este indivíduos raivosos não surgem do nada para  começarmos a questionar onde está a homofobia na parte da sociedade que,  como muito brasileiros dizem, “não tem nada contra” homossexuais. É um  assunto muito amplo e vou deixar a responsabilidade com o leitor de  refletir sobre toda a complexidade de atos que envolvem a reafirmação da  homofobia em nosso cotidiano. Mas vou contar alguns episódios  instantâneos de homofobia cordial a seguir:</p>
<p>Pedro “tem vários amigos gays”, simplesmente “os adora” e “não tem  nada contra”. Mas quando o sangue sobe um pouco, qual o primeiro  xingamento que lhe ocorre? Isso mesmo: bicha, veado.</p>
<p>Laura é amiga de infância de Suzanna, que é lésbica. As amigas de  Laura decidem fazer um <em>happy-hour</em> e soltam algumas “brincadeiras  sobre sapatão”, Laura dá um sorriso amarelo e decide não chamar Suzanna  para a reuniãozinha, para “o próprio bem da amiga”.</p>
<p>Joana é amiga de Claudinho, que é gay. Diverte-se muito com ele e  reclamava quando seu marido fazia referências homofóbicas ao seu amigo.  Quando seu filho contou que era gay, Joana reagiu mal e pediu que ele  mantivesse isso em absoluto segredo.</p>
<p>Quando Marcelo revelou que era gay, Augusto disse que não tinha  problema algum e continuaram amigos. Um dia Marcelo não quis emprestar  seu carro e Augusto ficou indignado, afirmando que Marcelo não era capaz  de retribuir o “favor” que ele fez ao manter a amizade.</p>
<p>Leo é gay, mas acha o ambiente que trabalha machista demais para se  revelar. Lá trabalha um rapaz de modos efeminados que todos costumam  fazer brincadeiras pelas costas. Apesar de não ter nada contra o rapaz,  Leo fica tão apavorado que também faz piadas sobre seu jeito feminino.  No final do dia, sente-se culpado.</p>
<p>E você, reconhece ou até se reconhece em alguma dessas situações?  Olhe ao redor e verá que não precisar andar com um cartaz “Morte aos  Gays!” para alimentar a homofobia cotidiana.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/colunas/onde-esta-a-homofobia.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>17 de Maio, ação do UNISex contra Homofobia</title>
		<link>http://nucleounisex.org/noticias/17-de-maio-acao-do-unisex-contra-homofobia.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/noticias/17-de-maio-acao-do-unisex-contra-homofobia.html#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 11:35:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNISex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[17 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=43</guid>
		<description><![CDATA[A partir de uma proposta do UNISex de marcar a data do 17 de Maio, Dia Mundial de Luta contra a homofobia, foi realizada uma oficina de arte, onde também participou integrante do NUGSEX Diadorim para confecção de faixas, bandeiras do arco iris e lençóis &#8220;manchados de sangue&#8221; como alerta para a violência infelizmente ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-42 alignleft" style="border: 3px solid black;" title="Dia Mundia Contra Homofobia" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/homo-01.jpg" alt="" />A partir de uma proposta do <strong>UNISex</strong> de marcar a data do 17 de Maio, Dia Mundial de Luta contra a homofobia, foi realizada uma oficina de arte, onde também participou integrante do NUGSEX Diadorim para confecção de faixas, bandeiras do arco iris e lençóis &#8220;manchados de sangue&#8221; como alerta para a violência infelizmente ainda presente contra homossexuais. Também foi produzido um material informativo, na forma de panfleto, sobre homofobia e a criminalização da mesma. Acompanhe no vídeo abaixo um pequeno &#8220;making-off&#8221; da ação, mostrando toda a trajetória desde a confecção do material até a imagens do ato conta homofobia.</p>
<p>Esta ação teve uma dupla finalidade: primeiro informar <img class="size-medium wp-image-44 alignright" style="border: 3px solid black; float: right;" title="Minuto de Silêncio" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/artigo2.jpg" alt="" width="301" height="227" />acerca da homofobia (o que é e porque ela é danosa à nossa sociedade como um todo) dúvida comum comprovada durante a distribuição dos panfletos, e em segundo lugar alertar os <a href="http://nucleounisex.org/homossexualismo">homossexuais</a> para que denunciem episódios de homofobia e manifestem-se pela aprovação da criminalização da homofobia, através da <a href="http://nucleounisex.org/homofobia-e-crime">aprovação da proposta de lei federal No. 122/2006</a>. Para essa segunda meta, foi também realizado um abaixo-assinado a ser encaminhado ao senado. Foi uma ação simples porém bastante efetiva, tanto pelo contato amigável (com algumas demonstrações pontuais de homofobia) e a interação receptiva com a população como também pela possibilidade de colaboração espontânea entre diversos grupos, pois estiveram presentes e atuantes, além do UNISex e Diadorim, o pessoal da PRO HOMO, do E-Salvador (E-Jovens Salvador) e do Coletivo Kiu!. A manifestação, de caráter pacífico, foi encerrada com um círculo e um minuto de silêncio em respeito as vítimas da homofobia. Veja a seguir um pouco de como foi essa ação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="&quot;src&quot;:&quot;http://www.youtube.com/v/SS40RmfGmd4&quot;" src="http://nucleounisex.org/wp-includes/js/tinymce/plugins/media/img/trans.gif" alt="" width="425" height="350" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/noticias/17-de-maio-acao-do-unisex-contra-homofobia.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia</title>
		<link>http://nucleounisex.org/noticias/dia-mundial-de-luta-contra-a-homofobia.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/noticias/dia-mundial-de-luta-contra-a-homofobia.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 May 2008 02:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNISex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[ato]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação]]></category>
		<category><![CDATA[paz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=40</guid>
		<description><![CDATA[O Núcleo UNISex e o NUGSEX Diadorim estarão presentes num ato pela paz e pela criminalização da homofobia que será realizado no sábado, 17 de Maio, dia mundial de luta contra a homofobia no Campo Grande, a partir das 14 horas. A data marca a resolução da Organização Mundial de Saúde de retirar a homossexualidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/homofobia.jpg"><img src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2008/05/homofobia.jpg" alt="Dia" /></a></p>
<p>O Núcleo UNISex e o <a href="http://www.diadorim.uneb.br/">NUGSEX Diadorim</a> estarão presentes num ato pela paz e pela criminalização da homofobia que será realizado no sábado, 17 de Maio, dia mundial de luta contra a homofobia no<br />
Campo Grande, a partir das 14 horas. A data marca a resolução da Organização Mundial de Saúde de retirar a homossexualidade das classificações patológicas. Sua presença é importante. Estaremos também recolhendo assinaturas a favor da aprovação da <a href="http://nucleounisex.org/homofobia-e-crime/">PLC 222/2006 que criminaliza a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero</a>.</p>
<p>Após o ato, haverá um G-Mob, uma confratenização em formato de flashmob. Para conhecer mais sobre essa proposta, veja a <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=47320802">comunidade no orkut</a>.</p>
<p>Já confirmaram presença: integrantes da <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=48386301">PRO HOMO,</a> Associação de Defesa e Proteção dos Direitos de Homossexuais, do grupo <a href="http://www.e-jovem.com/">E-jovens Salvador</a> e do <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=706182">Coletivo Kiu.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/noticias/dia-mundial-de-luta-contra-a-homofobia.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>GGB analisa texto do blog oficial da Banda Jammil</title>
		<link>http://nucleounisex.org/noticias/ggb-analisa-texto-do-blog-oficial-da-banda-jammil.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/noticias/ggb-analisa-texto-do-blog-oficial-da-banda-jammil.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 14:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo UNISex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[ggb]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[polêmica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=35</guid>
		<description><![CDATA[Um texto publicado no blog oficial da banda Jammil e Uma Noites gerou reações tanto de fãs quanto de não fãs da banda, segundo o jornal A Tarde: &#8220;O baixista da banda Jammil e Uma Noites, Manno Góes publicou uma postagem na última terça-feira, 22, em seu blog, endereçada a uma determinada categoria de fãs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-566" title="Notícias" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2009/08/noticias.png" alt="Notícias" width="583" height="270" /><br />
Um texto publicado no blog oficial da banda Jammil e Uma Noites gerou reações tanto de fãs quanto de não fãs da banda, segundo o jornal <a href="http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=873703">A Tarde</a>:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;O baixista da banda Jammil e Uma Noites, Manno Góes publicou uma postagem na última terça-feira, 22, em seu blog, endereçada a uma determinada categoria de fãs estabelecida por ele como aqueles fãs que ficam nas portas dos hotéis para obter autógrafos, fotos e ingressos para shows de Ivete Sangalo, KLB, Cláudia Leitte, entre outros artistas citados. A polêmica, entretanto, veio com os adjetivos atribuídos por Góes a estes fãs. No post, o músico os chama de “vermes”, “falsos”, “viadinhos”, entre outros.&#8221; &#8211; </em><strong>A Tarde On-line, 25/04/2008</strong></p></blockquote>
<p>O Grupo Gay da Bahia publicou um <a href="http://www.ggb.org.br/jamill_texto_homofobia%20internalizada.html">artigo com uma análise do conteúdo do texto</a> intitulado: &#8220;<em>Violência psicológica e fantasia homoerótica no discurso de Manno Góes baixista da banda Jammil</em>&#8221; de autoria de Gilmario  Nogueira &amp; Marcelo Cerqueira onde são feitas diversas considerações sobre o mesmo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/noticias/ggb-analisa-texto-do-blog-oficial-da-banda-jammil.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Respeito</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/respeito.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/colunas/respeito.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 10:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabrício Salim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=26</guid>
		<description><![CDATA[Estava conversando a respeito do respeito, essa semana, com minha irmã. Incrível como nós sempre temos uma história curiosa a contar sobre inúmeras situações que envolvem a falta de respeito. Eventos que acontecem com a gente mesmo ou pessoas próximas ou nem tão próximas assim. Banalizaram a falta de respeito. O ser humano parece ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-563" title="Colunas e Artigos" src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2010/01/glbt.png" alt="Colunas e Artigos" width="583" height="270" /></p>
<p>Estava conversando a respeito do respeito, essa semana, com minha irmã. Incrível como nós sempre temos uma história curiosa a contar sobre inúmeras situações que envolvem a falta de respeito. Eventos que acontecem com a gente mesmo ou pessoas próximas ou nem tão próximas assim. Banalizaram a falta de respeito.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O ser humano parece ter esquecido que pequenas ações fazem toda a diferença. Um telefonema desmarcando compromisso horas antes ou até melhor, dias antes. Um obrigado, com licença, desculpa. Sem citar as grandes demonstrações de respeito para com o próximo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A homofobia é a falta de respeito extrema ao diferente. Piadas, brincadeiras e afins costumam perpetuar idéias enraizadas, dificultando assim um caminho para a tolerância. Término de namoro é outro exemplo da falta de respeito generalizada. As pessoas não sabem como fazê-lo de uma maneira ética e acabam por desrespeitar a si mesmo e ao outro. Não é a separação que dói, mas sim a maneira como é conduzida.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Interessante que entre amigos a ausência do respeito pode se camuflar. Devido a tantas intimidades, a tantas conversas sobre assuntos particulares, muitas amizades derrapem nesse quesito. “Ah, você não se incomoda com isso, né?” frase utilizada como subterfúgio para a falta de respeito.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Ultimamente tenho repensado as minhas ações. Convoco os leitores a repensarem também. Hoje em dia o respeito é algo pelo qual devemos lutar para obtê-lo. Se for necessário lute para que o seu seja mantido. Respeito é bom e todo mundo gosta.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/colunas/respeito.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

