Eu sou, eu estou, eu estou sendo…

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A questão identitária no processo terapêutico

No dia-a-dia, no que tange a questão da homossexualidade, discutimos bastante a questão dos rótulos e das verdades que existem nos discursos de cada pessoa.

Nós, psicólogos, propomos muitas vezes, no processo terapêutico, a relativização dessas verdades e a descristalização desses rótulos, buscando favorecer a emergência de uma pessoa que possa lidar com a vida e suas dificuldades de forma mais fluida e menos cristalizada. Quando se propõe a mudança da idéia do “Eu sou” para o “Eu estou”, se tem em foco a possibilidade de entrever a vida como um processo e não como uma estrutura rígida e determinista, e, com isso, a possibilidade de mudança. Essa compreensão é o que está na base das abordagens humanistas. A visão existencial do homem como um devir, como um vir-a-ser, como processo em constante mutação e transcendência.

Para todo o “Eu sou” existe um “Eu não sou”. “Ser” e “não ser” são dialéticamente complementares. São questionamentos existenciais que remetem ao conflito existencial de Hamlet, personagem clássico de Shakespeare, que de certa forma funda a idéia de indivíduo. Quem afirma, nega. Quem afirma algo, nega o não-algo que existe na afirmação. Será? Essa idéia perpassa os dualismos homem-mulher, macho-fêmea, branco-preto, heterossexual-homossexual, etc. Ao afirmar que se é homossexual, se nega o heterossexual e se restringe a possibilidade de vir-a-ser. Nega-se o fluxo, e a possibilidade de trânsito. Ao mesmo tempo, afirmar-se homossexual significa admitir-se como individuo, dar consistência a uma vivência, integrá-la como parte de si.

Ser homossexual e afirmar-se como tal tornou-se luta política, movimento social, revolução cultural que perpassa gerações e culmina hoje em um momento em que muitos direitos antes inimagináveis já se entrevêem e já são realidade em diversos paises mais “liberais”. Essa idéia funda os movimentos de “ações afirmativas”, de consolidação de uma luta pelo pleno exercício da cidadania.

Por outro lado, afirmar-se homossexual pode alienar o não-homossexual como parte de si, como elemento presente no campo de possibilidades do existir humano. Ser homossexual, pode até se opor – nesse movimento de afirmação – ao ser heterossexual, incorrendo no perigo do fundamentalismo e da “heterofobia”. Pensar nisso não é absurdo! Afirmar-se homossexual, sem levar em conta o heterossexual que está no “fundo” desse campo de possibilidades, pode significar cristalizar-se, interromper o fluxo, o vir-a-ser. Mas AFIRMAR-SE é – ou parece ser – necessário. Afirmar-se como pessoa integral. Se homossexual, heterossexual, bissexual, pansexual, depende da vivencia de cada um, a cada momento.

“Estar” traz a compreensão do momento, do aqui e agora, o presente vivido, experienciado. “Eu estou homossexual”, no entanto, parece algo que soa estranho. Para alguns pode soar como preconceituoso, até. Como posso afirmar “estando algo” que vejo que “faz parte” de mim, como elemento que é a “essência” de minha vivência, de minha sexualidade? Nesse ponto, o “estar”, por mais que seja o adequado ideologicamente, parece ser um descompasso com o que a pessoa busca, na afirmação de si, como “indivíduo”.

As pessoas, ao buscar terapia, querem “se conhecer”, chegar no final do caminho e dizerem: “Eu sou assim”. Querem se ver por inteiro e como inteiro. Nós, psicólogos humanistas, nos propomos a mostrar o “Eu estou assim”. Ao dizer “Eu estou”, tomo consciência de meu momento presente, me aproprio de mim, de minhas necessidades, de minhas dores, e, nessa consciência, posso entrever as possibilidades que existem no meu campo existencial. Posso ver o heterossexual, o bissexual, a travesti, a mulher, o homem, a criança, a mãe, que existe em mim. São elementos que compõem o todo, de um todo existe inteiro, porém múltiplo. Mas para integrar esses elementos se faz necessário tomar consciência deles, dizer “Eu sou isso, também”.

Assim, o dizer “Eu sou”, que antes só parecia me cristalizar num rótulo, pode representar uma outra função, a de possibilitar a apropriação do “si mesmo” integrando partes possíveis, antes alienadas de nossa personalidade. Assim podemos nos ver em nossas múltiplas possibilidades de SER, sendo.

Somos porque existimos. Somos a cada momento, existindo. Somos sendo, a cada momento – nesse continuum que é a vida, em que “estamos sendo” nós mesmos. Temos a consciência de nossa integralidade como pessoas, de que somos alguém, que tem nome, que tem sexo, idade, que nasceu ou viveu em algum lugar, que teve pessoas a quem teve ou tem como família. Nascemos imersos no mundo e construímos referenciais para nós mesmos. Buscamos faróis que possam nos guiar. Buscamos a estabilidade e a coerência no caos. Nos organizamos em sociedades complexas e vivenciamos a idéia da cidadania, da comunidade. E sou um “estou sendo”, pois não me perco completamente da noção de EU.

Quando “estamos sendo”, vivemos integralmente nossa essência enquanto processo. Podemos transitar pelos diversos papéis, podemos transitar pelas múltiplas identidades, sabendo quem somos, como somos e quando queremos ser. Podemos ser e vivenciar os múltiplos e as múltiplas faces de nossa identidade, de nossa pessoa.

O importante não é o “Eu sou” – que aparentemente cristaliza, mas que também define, delineia, dá contorno – nem o “Eu estou” – que presentifica e relativiza, que pode diluir nossas “frágeis certezas e verdades” às vezes necessárias para termos uma mínima compreensão de nós mesmos. O importante é o EU de cada pessoa, em sua descoberta de si.

Nós, terapeutas, podemos caminhar junto ao outro, em seu processo. O outro nos diz quem é, como está, o que deseja alcançar, o que deseja construir e o que deseja deixar no caminho percorrido. Não dissolvemos verdades, certezas, paradigmas, mas propomos o “olhar para”, o “contemplar”, o “tomar consciência” e o “apoderar-se de si”. O outro decide quais verdades e certezas devem continuar existindo, e quais precisam ser mudadas. Somos facilitadores de mudança, mas quem decide o que mudar – ou se mudar – é o outro, a pessoa que nos busca e nos traz sua vida.

A travesti fala de si: identidade, reinvenção corporal e silicone

“[...] não nos esqueçamos que basta inventar novos nomes, novas apreciações e novas probabilidades para criar pouco a pouco novas coisas.”
Nietzsche

A presente reflexão situa-se no campo de estudos sobre o corpo, de forma mais específica no que tange as modificações corporais das quais se utilizam ‘as travestis1’ para “fazer2” ou “bombar3” o corpo, com o objetivo de efetuarem alterações e modificações corporais buscando se tornarem mais femininas. Com isso, desafiam a biologia e descobrem que o futuro do corpo está atrelado às modificações corporais, e que estas são possíveis de serem feitas com os avanços da ciência e a descoberta de novas técnicas que a cada dia possibilitam acrescentar o “que falta”, ou a retirar que está em “em excesso”.

O jogo da travesti é o jogo da conquista, por isso, ela constrói seu personagem pensando sempre no outro, nesse sentido, o conceito de corpo construído se aplica plenamente ao corpo da travesti, onde uma das mais importantes dimensões de sua vivência é a dimensão pública (OLIVEIRA, 2007). O seu corpo é construído com a finalidade de tornar-se um espetáculo, com a finalidade de atrair o olhar do outro.

O corpo humano é socialmente concebido,  e os discursos e significações referentes a ele têm como objetivo a criação de um campo de códigos comuns capaz de permitir que os indivíduos reconheçam uns nos outros aspectos definidores, ou seja, aspectos que permitam que se construa uma concepção a respeito do outro. O corpo, assim como a  forma que os artifícios usados sob o seu suporte servem para comunicar à sociedade com qual grupo ou tendência o indivíduo se identifica. No grupo das travestis isso não é diferente. Para que possam transitar nesse grupo se faz necessário o domínio de alguns códigos que permeiam entre si. Tais códigos trazem sempre como referência o sexo feminino e palavras de origem iorubá, para facilitar o diálogo entre si, sem que transeuntes e clientes entendam sobre o que falam.

A  identidade travesti

Para Silva (1993), na experiência travesti, o masculino emerge como um abandonar-se à plena maturação do natural, à plena manifestação da natureza em si. Logo, o feminino também assim emerge. As travestis preferem não se definirem nem se auto-classificarem. Preferem ser o fator desordem nas trocas simbólicas entre identidades sexuais.

As travestis para Denizart (1997) não buscam imitar a mulher, mas que inventam um novo feminino. Sendo assim, é possível concordar com o mesmo quando ele afirma que isso não é tudo, pois de acordo com Simone de Beauvoir (1980) não se nasce mulher, torna-se uma. Dessa forma, é interessante ressaltar o que a anatomia não é o destino, haja vista, que as travestis descobriram a prótese como o futuro do corpo, há muito tempo (DENIZART, 1997).

Hall (2001) afirma que a identidade é construída ao longo do tempo, estando sempre em processo e sempre sendo formada e para Benedetti (2005), as travestis percebem o corpo não apenas como atributo social, mas suas verdadeiras identidades sociais, pois este processo faz parte inclusive da sua formação enquanto pessoa, como pode ser observada na fala de uma informante,

  • [...] uma travesti não é apenas o que muitos pensam… se vestir de mulher… é muito mais do que isso. É inclusive oferecer algo prá um homem… que ela não terá como dar. (Informante 1)
  • [...] travesti é… é aquela forma mais parecida de pensar, de agir, de se comportar e fazer tudo que uma mulher faz.(Informante 2)

Na construção da sua identidade os gêneros masculino e feminino se interpretam, em virtude se ator social  capaz de conviver com a realidade utilizando adereços e roupas femininas.

A trajetória de modificação do corpo da travesti tem inicio na homossexualidade, se aproximando da feminização, e que em um percentual elevado é intolerável para a família e para o ambiente de trabalho, que na maioria das vezes a demite e a exclui. O que lhes restam como alternativa para sobrevivência? A rua? A prostituição? São, enfim, os poucos meios que dispõem para viverem e se manterem.

Para algumas travestis, a aventura da pista não deixa de ser excitante, porém, tem suas crises de desespero e angústia, relacionadas essencialmente como “azar” na rua. A rua é também uma diversão, mas ser travesti é uma opção sofrida, o tal fato pode ser confirmado com o nosso entrevistado.

  • [...] Prá mim é a discriminação, esculhambação na rua, baixaria, mandam tomar vergonha [...] vai veado tomar vergonha [...] vai ser homem [...] olha o veado [...] olha o travesti [...] hum, hum essas coisas [...] Quando a gente entra no mercado, o segurança vai atrás da gente [...] vão atrás da gente achando que a gente vai roubar [...] tudo isso porque a gente é travesti [...] já passei por muito disso! (Informante 1)

Reinvenção corporal e silicone

De acordo com pesquisa realizada por Benedetti (2005), o silicone é comumente utilizado pela travesti que se propõe a construir um novo corpo, e muito utilizado por aquelas que desejam obter modificações no corpo de forma mais rápida. Deve-se considerar que a decisão para sua utilização seja feita com prudência, bem como a reflexão em torno da decisão.

A construção do corpo não é feita apenas com o silicone industrial, mas também, com o uso de anticoncepcionais administrados por via oral e intramuscular. Com base nas informantes, os mais utilizados são: uniciclo, perlutan, estradiol, premarim, entre outros.  Observado na seguinte fala

  • [...] Eu comecei com muitos e muitos hormônios [...] Gestadinona, Anaciclin que são comprimidos [...] Neovilar, Microvilar, Nordete, Diame, [...] Perlutan e outros  [...] injeções de vitaminas [...] Rubranova, Citoneurin. (Informante 4)

Segundo o “Manual de Recursos e Diretório – Direitos Humanos” editado pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas – ILGA (2002), as pessoas travestis geralmente estão desempregados, estão impedidos de encontrar trabalho ou de formar uma família, posto que a sociedade rechaça categoricamente este  “corpo de mulher com nome de homem”. Passam então, a serem consideradas como anormais, sendo expulsas dos caminhos ou formas de integração social. Frente a essas e outras dificuldades, o comércio sexual aparece como uma alternativa possível para a sobrevivência. Nesse sentido, a própria marginalidade da categoria travesti se repete como círculo vicioso que só será rompido com a oferta de oportunidades das políticas públicas de forma igualitária para esta população.  Considerando que a discriminação que afeta essa categoria, obrigam-nas a viverem à margem e não resolverá sua situação de marginalidade.

Convém afirmar nesse  sentido que somente através de uma cultura com base nos Direitos Humanos, e uma cultura democrática de respeito a diversidade cultural, é que existe a possibilidade de construirmos uma sociedade integrada e justa. Esse é requisito básico para superar a marginalidade que geralmente afeta a população travesti.

REFERÊNCIAS

BENEDETTI, M. R. Toda feita: o corpo e o gênero das travestis .Rio de Janeiro: Garamond, 2005.

DENIZART, H. Engenharia erótica: travestis no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.

HAAL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 6.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

Manual de Recursos e Diretórios – Direitos Humanos. Associação Internacional de Gays e Lésbicas – ILGA. Curitiba, 2002.

OLIVEIRA. Neuza M. Damas de paus: o jogo aberto dos travestis no espelho da mulher. Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBA, 1984.

PORCINO, C.A.; LIMA, D.S. A percepção das travestis que (re)inventam o corpo na cidade de Salvador acerca do envelhecimento. Salvador, 2007, 61 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia). Faculdade de Tecnologia e Ciências, Salvador.

SILVA, H. Travesti. A invenção do feminino. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1993.

Sou gay, mas…

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Quem nunca ouviu alguém começar uma afirmação deste modo? Essa afirmação pode ter diversos complementos: sou gay, mas não sou afeminado. Sou gay, mas não sou promíscuo. Sou gay, mas não gosto de Madonna.

É compreensível que essa afirmação apareça ocasionalmente, principalmente quando é o caso de exemplificar uma contra-afirmação (alguém lhe diz que todos os gays gostam de Madonna e você retruca: sou gay, mas não gosto de Madonna). Mas o fato é que para algumas pessoas, o uso da conjunção “mas” parece vir sempre que lhes é necessário falar de sua sexualidade. Praticamente não lhes é possível afirmar-se gay/homossexual sem acrescentar um “porém”, uma incompletude de identificação. O que pode haver por trás disso?

Ora, a construção da frase propõem uma oposição. Gay versus afeminado ou promíscuo, por exemplo. Na verdade não é uma oposição de todos os gays, mas sim de um gay, apenas aquele que fala em oposição a todos os outros. -Eu, (apesar de ser gay), não sou afeminado (como imagino que todos os outros gays são). É impossível não pensar num conceito da psicanálise, a denegação, que seria de modo simplificado, a situação onde o sujeito se antecipa e nega algo que não foi afirmado objetivamente pelo seu interlocutor. Afinal, quem imaginou ser necessário fazer essa explicação?

A identidade gay é uma construção complexa, onde é necessário o enfrentamento de diversos preconceitos internos absorvidos durantes anos de nossa educação formal e informal. Aceitar-se gay envolve uma revisão de conceitos não apenas acerca da homossexualidade mas de si mesmo. O que é ser gay? Como são os outros gay? Sou igual a eles? Sou diferente? Sou gay porque gosto de música eletrônica ou porque me envolvo afetivamente com alguém do mesmo sexo? Sou menos gay por gostar de futebol?

Se me entendo como gay (ou homossexual, ou outra denominação) de uma forma integrada com os outros aspectos de minha personalidade não preciso, a todo momento, delimitar em que aspecto eu não sou gay.  Nem tampouco me achar “menos gay” ou “mais gay” por fazer (ou não fazer) algo. Uma vez que as pré-concepções são quebradas, é possível construir uma identidade rica, onde elementos não são mais conflitantes, pois o “mas” pode virar um “e”: sou um homem gay e sou monógamo. Sou um homem hétero e gosto filmes românticos.

Deste modo é possível afirmar-se como você mesmo, sem “mas” ou “poréns”.

Entender e Respeitar

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Em tempos de polêmicas envolvendo jogadores de futebol e travestis, personagens gays em novelas que nunca se beijam, cantores xingando fãs em internet, aumento da violência contra homossexuais, preocupação com políticas publicas para a população GLBTT, lançamentos editoriais, podemos perceber certa evidencia das questões que envolvem a diversidade sexual. Nem sempre da maneira mais adequada e correta mas como fruto da luta dos movimentos sociais, de organizações que lutam pelos direitos humanos, da própria população que mesmo sufocada tenta garantir seus direitos e até mesmo do interesse em explorar um mercado em expansão e do preconceito.

Entendendo a sociedade imersa num processo mutável, onde os valores morais, sociais e regras de conduta correspondem aos interesses e momento histórico, as questões que envolvem gênero e sexualidade é parte também deste processo. Basta lembrar que não faz muito tempo, as mulheres não podiam votar, nem sentir prazer durante o ato sexual.

Os padrões de comportamento heterossexuais atualmente são os considerados normais. Isso impõe, determina e limita os papéis sociais permitidos e aceitáveis. Desde a infância é ensinada a criança como se deve comportar ser for menino ou menina tendo a todo o momento os sistemas de controle (escola, família, religião) encarregando-se da fiscalização. Os padrões heteronormativos são bastante claros, definidos e por isso mesmo, é fácil identificar quem foge deles.

Para justificar as causas destes “desvios” várias teorias foram elaboradas. Os motivos são muitos, desde deformações genéticas, a problemas de ordem social, psicológica ou familiar. A homossexualidade foi considerada doença e muitas pessoas foram mortas, seja nas ruas, vitimas de violência, ou em clinicas de recuperação, sob cuidados médicos. Há pouco tempo foi invento um remédio, o “Hetracil” para combater a feminilidade que acomete alguns homens.

Na verdade construímos uma sociedade intolerante ao diferente, onde não se tem espaço, nem é permitido questionar as regras sociais. Como parte desta estrutura social, a falta de conhecimento e de disposição para entender a diversidade sexual é uma das causas da intolerância e do preconceito.

A composição da sexualidade Sexo biológico (aparelho reprodutor – homem, mulher), Orientação Sexual (a quem é direcionado o desejo sexual – homossexual, bissexual, heterossexual), Identidade Sexual (quem o sujeito acredita ser – homem, trangênero/travesti, mulher), Papel Sexual (papel social – homem/macho, drag queen/drag king, mulher/perua) e suas combinações permitem inúmeras possibilidades e formas de expressão que vão além dos padrões heteronormativos. Aceitá-las ou ao menos entendê-las é uma boa alternativa para conseguir respeitar e ser tolerante ao “diferente”.

Recomendação de leitura: Diferentes Desejos: adolescentes, homo, bi e heterossexuais – Claudio Picazio