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	<title>Núcleo UNISex &#187; papeis sexuais</title>
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	<description>Universalidade e Diversidade Sexual</description>
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		<title>Entender e Respeitar</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2008 01:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Lopes Neto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[identidade]]></category>
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<p>Em tempos de polêmicas envolvendo jogadores de futebol e travestis, personagens gays em novelas que nunca se beijam, cantores xingando fãs em internet, aumento da violência contra homossexuais, preocupação com políticas publicas para a população GLBTT, lançamentos editoriais, podemos perceber certa evidencia das questões que envolvem a diversidade sexual. Nem sempre da maneira mais adequada e correta mas como fruto da luta dos movimentos sociais, de organizações que lutam pelos direitos humanos, da própria população que mesmo sufocada tenta garantir seus direitos e até mesmo do interesse em explorar um mercado em expansão e do preconceito.</p>
<p>Entendendo a sociedade imersa num processo mutável, onde os valores morais, sociais e regras de conduta correspondem aos interesses e momento histórico, as questões que envolvem gênero e sexualidade é parte também deste processo. Basta lembrar que não faz muito tempo, as mulheres não podiam votar, nem sentir prazer durante o ato sexual.</p>
<p>Os padrões de comportamento heterossexuais atualmente são os considerados normais. Isso impõe, determina e limita os papéis sociais permitidos e aceitáveis. Desde a infância é ensinada a criança como se deve comportar ser for menino ou menina tendo a todo o momento os sistemas de controle (escola, família, religião) encarregando-se da fiscalização. Os padrões heteronormativos são bastante claros, definidos e por isso mesmo, é fácil identificar quem foge deles.</p>
<p>Para justificar as causas destes <em>“desvios”</em> várias teorias foram elaboradas. Os motivos são muitos, desde deformações genéticas, a problemas de ordem social, psicológica ou familiar. A homossexualidade foi considerada doença e muitas pessoas foram mortas, seja nas ruas, vitimas de violência, ou em clinicas de recuperação, sob cuidados médicos. Há pouco tempo foi invento um remédio, o <em>“Hetracil”</em> para combater a feminilidade que acomete alguns homens.</p>
<p>Na verdade construímos uma sociedade intolerante ao diferente, onde não se tem espaço, nem é permitido questionar as regras sociais. Como parte desta estrutura social, a falta de conhecimento e de disposição para entender a diversidade sexual é uma das causas da intolerância e do preconceito.</p>
<p>A composição da sexualidade <em><strong>Sexo biológico</strong></em> (aparelho reprodutor – homem, mulher), <em><strong>Orientação Sexual</strong></em> (a quem é direcionado o desejo sexual – homossexual, bissexual, heterossexual), <em><strong>Identidade Sexual</strong></em> (quem o sujeito acredita ser – homem, trangênero/travesti, mulher), <em><strong>Papel Sexual</strong></em> (papel social – homem/macho, drag queen/drag king, mulher/perua) e suas combinações permitem inúmeras possibilidades e formas de expressão que vão além dos padrões heteronormativos. Aceitá-las ou ao menos entendê-las é uma boa alternativa para conseguir respeitar e ser tolerante ao <em>“diferente”</em>.</p>
<p><strong>Recomendação de leitura:</strong> Diferentes Desejos: adolescentes, homo, bi e heterossexuais &#8211; Claudio Picazio</p>
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