<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Núcleo UNISex &#187; parceria</title>
	<atom:link href="http://nucleounisex.org/tag/parceria/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://nucleounisex.org</link>
	<description>Universalidade e Diversidade Sexual</description>
	<lastBuildDate>Tue, 11 Oct 2011 03:11:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Amor e (homo) sexualidade: casamento, parcerias, relacionamentos e homoparentalidade</title>
		<link>http://nucleounisex.org/colunas/amor-e-homosexualidade-casamento-parcerias-relacionamentos-e-homoparentalidade.html</link>
		<comments>http://nucleounisex.org/colunas/amor-e-homosexualidade-casamento-parcerias-relacionamentos-e-homoparentalidade.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 16:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando Calaça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nucleounisex.org/?p=459</guid>
		<description><![CDATA[O relacionamento homossexual foi por muito tempo estigmatizado, tanto por hetero como por homossexuais. Para muitos heterossexuais, a vivência da sexualidade homossexual é/era vista como promíscua, marcada pela grande rotatividade de parceiros, por práticas livres e descomprometidas de sexo com múltiplos parceiros. Essa imagem, creio eu, está provavelmente associada ao movimento de liberação sexual vivido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://nucleounisex.org/wp-content/uploads/2010/01/glbt.png" alt="Colunas e Artigos" title="Colunas e Artigos" width="583" height="270" class="alignnone size-full wp-image-563" /></p>
<p>O relacionamento homossexual foi por muito tempo estigmatizado, tanto por hetero como por homossexuais.</p>
<p>Para muitos heterossexuais, a vivência da sexualidade homossexual é/era vista como promíscua, marcada pela grande rotatividade de parceiros, por práticas livres e descomprometidas de sexo com múltiplos parceiros.</p>
<p>Essa imagem, creio eu, está provavelmente associada ao movimento de liberação sexual vivido intensamente na década de 60, tendo suas repercussões negativas acentuadas pelo surgimento da AIDS, e pela associação do grupo gay no chamado &#8220;grupo de risco&#8221;, sendo a AIDS a &#8220;Praga Gay&#8221;.</p>
<p>Nos últimos 20 anos, com a propagação da AIDS a outros grupos sociais, incluído as &#8220;mulheres casadas e monogâmicas&#8221;, deixou-se de falar em grupo de risco, passando a enfocar os comportamentos de risco, como transar sem camisinha e o uso de drogas injetáveis. Durante esse período, os grupos GLBTT vem militado do sentido da conscientização da sociedade, atuando em campanhas pelo uso da camisinha e orientação sexual.</p>
<p>No entanto, a representação social da sexualidade homossexual continua, ainda sendo associada à promiscuidade, irresponsabilidade, grande rotatividade de parceiros, por práticas livres e descomprometidas de sexo, inclusive dentre os homossexuais.</p>
<p>Muitas lésbicas criticam os gays pela falta de estabilidade nas relações, pelo comportamento de &#8220;caça&#8221; masculino e machista, pela irresponsabilidade e pela fugacidade com que lidam com o sexo e os relacionamentos a dois.</p>
<p>Muitos gays vêem as lésbicas como ciumentas, possessivas e soltam piadas de que, no segundo encontro, duas lésbicas já pegam as malas e vão morar juntas.</p>
<p>Além disso, associa-se as travestis a imagens de submissão, sempre mantendo relacionamentos desiguais, em que elas sustentam gigolôs e sofrem violência deles, menosprezando a possibilidade de vivência de um relacionamento constituído a partir do amor.</p>
<p>Todas essas perspectivas e representações podem, de fato, ocorrer com certa freqüencia, não sendo de todo inverdades. No entanto, não creio que devem ser as únicas representações e vivências possíveis de relação amorosa.</p>
<p>Nos anos, e principalmente, nos últimos meses, com a realização das conferências GLBTT no Brasil, vem sendo discutido de forma mais efetiva questões como o casamento gay e a homoparentalidade. Tais temas demonstram uma preocupação tanto no sentido da igualdade de direitos, como na mudança de postura, e de representação social sobre o que os homossexuais compreendem, vivenciam e desejam, como relacionamento a dois e como constituição de família.</p>
<p>Desde sempre já existem casais que moram e convivem de forma estável e duradoura, que criam filhos e constituem famílias. As organizações às vezes variam, não seguindo necessariamente o modelo heterossexual, com divisão de papéis sexuais bem estabelecidos, em que um dos pares adota o papel masculino e ativo, e outro adota o papel feminino, materno e submisso, voltado para o cuidado do lar e dos filhos.</p>
<p>Vivemos numa sociedade cada vez mais complexa, em que o casal tem, igualmente, que trabalhar fora de casa, e, as posições sexuais passivo-ativo não necessariamente condizem com uma prática real, configurando-se muito mais como um mito ou como mais uma representação social culturalmente construída.</p>
<p>A própria instituição da família, que foi por muito tempo criticada, questionada e descaracterizada como uma importante matriz de constituição social, vem, neste movimento, sendo resgatada, a partir de uma outra configuração, mais flexível, baseada no desejo de uma estabilidade não aprisionante, construída a partir do desejo de viver um relacionamento baseado na aposta no amor e no companheirismo e sustentado pelo desejo de desfrutar igualmente dos direitos usufruídos pelos heterossexuais.</p>
<p>O casamento gay aparece então, tanto como um símbolo de legitimação do relacionamento homossexual, na tentativa de desconstruir estigmas e preconceitos, como para garantir direitos civis, como o benefício social da aposentadoria-pensão, da propriedade, de seguros de vida, além do direito da adoção homoparental.</p>
<p>Durante muito tempo os casais homossexuais vêm sendo denominados como &#8220;parceiros&#8221; ou &#8220;companheiros&#8221;, e não vistos como um &#8220;casal&#8221;. Essa idéia de parceria às vezes é sentida com certo incomodo, como se fosse inferior ao &#8220;casal&#8221; que se constituiria com o casamento, como se fossem menos válidos, pouco dignos de respeito e credibilidade. No entanto, pensar um relacionamento sem parceria, sem companheirismo e sem cumplicidade pode ser, isso sim, a descaracterização dos valores que, efetivamente, deveria significar a união a dois, seja homo, seja heterossexual.</p>
<p>Caímos, então, no ponto crítico e polêmico dos valores. Valores que atravessam todo esse meu texto. Num mundo em que a idéia de valor e ética são postos em dúvida, nos vemos num movimento, creio eu, de transfiguração, de transvaloração, e, principalmente de resgate. Resgate do humano, transcendendo estigmas, dirigidos à utopia de uma sociedade e um mundo de igualdade a partir da integração da diversidade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nucleounisex.org/colunas/amor-e-homosexualidade-casamento-parcerias-relacionamentos-e-homoparentalidade.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

